Venda dos Tivoli aos tailandeses da Minor concluída este ano, apesar do arresto de bens

Venda dos Tivoli aos tailandeses da Minor concluída este ano, apesar do arresto de bens

Os ativos da rede Tivoli estão arrestados pelo tribunal, mas isso não vai impedir a conclusão da venda em curso dos hotéis que eram do Grupo Espírito Santo. Os novos donos são o grupo tailandês Minor International (MINT), que já têm a propriedade de quatro imóveis e pretendem concluir o processo de compra das restantes unidades hoteleiras até ao final deste ano.

O negócio depende agora da luz verde do tribunal para levantar a apreensão decretada pelo Ministério Público, segundo noticia hoje o Sol.

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O semanário escreve que apesar do arresto a MINT acredita poder concretizar nos próximos meses a compra dos hotéis que ainda não detém.  

No início do ano, os tailandeses compraram, por 168 milhões de euros, o Tivoli Lisboa, Marina Vilamoura, Marina Portimão e Carvoeiro -, bem como o ecoresort na Praia do Forte e a exploração do Tivoli São Paulo Mofarrej, ambos no Brasil. 
 
Agora, o grupo tailandês revela no relatório semestral, citado pelo Sol, que "a transacção para adquirir as restantes oito propriedades da Tivoli, juntamente com a marca e a plataforma da operação dos 12 hotéis em Portugal, deverá estar concluída antes do fim do ano, permitindo à MINT reajustar os benefícios totais do portefólio e da marca no futuro".  
 
Em meados de maio, e no âmbito de um Processo Especial de Revitalização em curso, Alexandre Solleiro - que saiu da Tivoli em julho - apresentou aos credores da empresa um plano de recuperação.

A Minor propunha então pagar 82,5 milhões de euros para assumir os oito hotéis restantes, além de ficar com o passivo e liquidar os créditos e responsabilidades existentes.

Esta era a única proposta para salvar a Tivoli, detida pela Rioforte, da falência, mas a posterior apreensão de bens do universo Espírito Santo decretada pelo Ministério Público, que incluiu cinco hotéis Tivoli (Jardim, Sintra, Coimbra, Victoria e Lagos), veio atrasar o processo. 
 

Em 2014, a Tivoli teve prejuízos de 13 milhões de euros. 

 

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