Grupo SIL enfrenta ação judicial de penhora do BNP Paribas e megaprojeto de Âlcantara fica em risco

Banco terá invocado incumprimento do promotor imobiliário, no final de setembro, para justificar procedimento cautelar de arresto.
Grupo SIL enfrenta ação judicial de penhora do BNP Paribas e megaprojeto de Âlcantara fica em risco
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Parceiros no empreendimento em Alcântara, em Lisboa, o BNP Paribas Real Estate e o Grupo SIL enfrentam-se agora em tribunal. O banco terá entrado com uma ação judicial de penhora dos lotes que são propriedade da ALRIO (subsidiária da Silcoge de Pedro Silveira), invocando o incumprimento do promotor imobiliário, no final de setembro. 

O BNP Paribas Real Estate, segundo avança o Jornal Económico citando as certidões do Registo Predial dos vários lotes, terá pedido o arresto dos Lotes 1,2,3,4,5,7,8, 9A, 9B e de 82,65% do Lote 12, adjudicados à ALRIO, depois de esta ter feito um registo predial de aquisição desses lotes. O objetivo do grupo financeiro francês, de acordo com o jornal, será assegurar a garantia do pagamento dos seus créditos que estarão em incumprimento.

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A 'joint-venture' do BNP Paribas Real Estate com o Grupo SIL de Pedro Silveira foi criada, e anunciada há cerca de um ano, tendo em vista o desenvolvimento de um projeto imobiliário de uso misto nos terrenos em Alcântara, junto ao LX Factory, num total de 74 mil metros quadrados (m2).

Este arresto, segundo escreve ainda o Jornal Económico com base em fontes do setor, colocará em causa todo o projeto imobiliário para aqueles terrenos, já que impedirá no curto prazo, e quanto o processo estiver a correr em tribunal, o financiamento bancário para continuar a construção.

O projeto deste empreendimento prevê dois edifícios de escritórios, num total de 37 mil m2, e várias unidades residenciais.

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