Salários de topo disparam em tempos de pandemia

No 2º trimestre de 2021, mais de 40 mil pessoas ganhavam entre 2.500 e 3.000 euros e mais de 50 mil mais de 3.000 euros.
Salários de todo disparam em tempos de pandemia
Dinheiro Vivo

Os empregados por conta de outrem em Portugal com ordenados mais elevados (pelos menos 2.500 euros limpos) prosperaram durante a pandemia da Covid-19. No segundo trimestre de 2021, havia mais de 40 mil pessoas a ganhar entre 2.500 e 3.000 euros por mês e mais de 50 mil com salários líquidos superiores a 3.000 euros, ou seja, cerca de 91 mil pessoas integravam os estratos salariais mais elevados, um recorde nas séries do Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

Segundo o Dinheiro Vivo, que se apoia nos dados revelados recentemente pelo INE, um salário líquido de 2.500 euros por mês é bem mais do dobro do salário médio da economia, que ronda os 1.010 euros limpos mensais

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Outra das conclusões a retirar é que, na pandemia, aumentou o número de políticos, chefes e gestores, cargos com salários que também dispararam. 

De acordo com a publicação, Portugal ganhou mais 75 mil empregos políticos e gestores de topo (“representantes do poder legislativo e de órgãos executivos, dirigentes, diretores e gestores executivos”), onde naturalmente prevalecem os salários mais elevados. Entre o segundo trimestre de 2020 e igual período deste ano, a subida foi de 27%, totalizando agora 349 mil pessoas. 

Já na classe “especialistas das atividades intelectuais e científicas”, que contempla médicos, cientistas, investigadores e muito do pessoal que esteve na linha da frente na luta contra a pandemia, o emprego aumentou 11%, somando assim 113 mil novos empregos à economia. Um grupo, de resto, que responde por mais de metade do emprego criado a nível nacional – são ao todo mais 1,135 milhões de profissionais.

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