Preços altos não afastam famílias, já que o número de casas vendidas subiu 25,1% no terceiro trimestre de 2021, segundo o INE.
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Casas mais caras
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Comprar casa está cada vez mais caro em Portugal. E, agora, o Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou que os preços das casas voltaram a aumentar no terceiro trimestre de 2021 – em concreto 9,9%. Mas nem por isso as famílias deixam de comprar casa: entre julho e setembro de 2021 foram transacionadas 56.464 habitações, o que representa um aumento de 25,1% face ao mesmo período de 2020. Estes números representam o movimento de 9,4 mil milhões de euros neste período (+38,7%).

De acordo com a análise do INE, o Índice de Preços da Habitação (IPHab) acelerou pelo segundo trimestre consecutivo, sendo superior 3,3% ao verificado entre abril e junho. “No trimestre de referência, os preços das habitações existentes aumentaram 9,9%, mais 0.4% que nas habitações novas (9,5%)”, lê-se no boletim publicado esta quinta-feira, dia 23 de dezembro de 2021.

Venda de casas aumentou 25%

A subida do preços das casas não tem afastado as famílias de investir. O aumento das poupanças das famílias aliado às baixas taxas de juro do crédito habitação tem levado muitos agregados a comprar casa. E os números refletem isso mesmo: o número de transações tem vindo a aumentar, em concreto, 25,1% entre o terceiro trimestre de 2021 e o período homólogo. E face ao segundo trimestre de 2021, o número de negócios aumentou 6,8%.

Do total das transações registadas entre julho e setembro de 2021, 47.878 corresponderam a habitações existentes, o que representa um aumento de 27,3% em termos homólogos. “Nas habitações novas o aumento do número de transações foi menos intenso, 14,2%, perfazendo um total de 8.586 unidades”, informa o mesmo documento.

O aumento de negócios fez também disparar o valor associado a essas transações: no terceiro trimestre de 2021, o valor das habitações transacionadas aproximou-se dos 9,4 mil milhões de euros, mais 9,3% face ao trimestre anterior e mais 38,7% por comparação com idêntico período de 2020. Em concreto, o INE refere que se observou uma variação homóloga de 43,3% no valor das transações das casas existentes, para 7,5 mil milhões de euros e um aumento de 22,5% no valor das casas novas, somando 1,8 mil milhões de euros.

Comprar casa está mais caro
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Onde é que se venderam mais casas? E menos?

Numa análise por regiões, salta à vista que a Área Metropolitana de Lisboa concentra 32,3% do total das transações, traduzindo-se em 18.250 casas vendidas neste período. O peso relativo de Lisboa aumentou 1% face ao período homólogo, sendo, por isso, a região que teve o maior aumento de peso relativo.

Já na região Norte registaram-se 15.994 transações, correspondendo a 28,3% do total e menos 1,3 pontos percentuais face ao mesmo período de 2020. O Centro, com 11.583 transações, representou 20,5% do total das transações. Logo a seguir estão o Algarve e o Alentejo, que apresentaram registos muito próximos do número de transações, 4.623 e 4.067, respetivamente, aos quais corresponderam pesos relativos de 8,2% e 7,2%, respetivamente.

Olhando para as ilhas, as transações de alojamentos na Região Autónoma da Madeira ascenderam a 1.068 unidades, 1,9% do total (o mesmo resultado em termos homólogos). Na Região Autónoma dos Açores contabilizaram-se 879 transações e um aumento de 0,1% no respetivo peso relativo, fixado em 1,6%.

Preço das casas a subir
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