No Orçamento do Estado para 2022 (OE2022), o Governo previa uma taxa de inflação de 4% este ano, mas já tinha sinalizado que esta previsão seria revista em alta. Um cenário que se confirma, com o Executivo a apontar para uma taxa de inflação de 7,4% este ano, estimando uma descida para 4% em 2023.
Este é o cenário macroeconómico que consta na proposta de Orçamento do Estado para 2023 (OE2023), que foi entregue esta segunda-feira (10 de outubro de 2022) na Assembleia da República.
Significa isto, escreve a Lusa, que a nova estimativa do Governo fica próxima da avançada pelo Banco de Portugal (BdP), que aponta para uma taxa de inflação de 7,8%.
No relatório que acompanha a proposta de OE2023, o Governo salienta que a desaceleração da taxa de inflação entre 2022 e 2023 resultará de "uma amenização dos fatores externos subjacentes às pressões inflacionistas (com base nas hipóteses assumidas para a evolução dos preços das matérias-primas energéticas e o esperado desvanecimento dos constrangimentos nas cadeias de produção), de uma contenção das pressões internas e do impacto acumulado do processo de normalização da política monetária iniciado em 2022".
Para 2023, as estimativas das instituições variam entre os 6,1% do Fundo Monetário Internacional (FMI) e os 7,8% do Banco de Portugal (BdP), enquanto para 2023, as previsões variam entre os 2,7% do BdP e os 5,1% do Conselho de Finanças Públicas.
Em setembro, segundo dados divulgados recentemente pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) – taxa de inflação – terá aumentado para 9,3%, prevendo-se que seja superior à de agosto (8,9%). Confirmando-se, será a mais alta desde outubro de 1992.
*Com Lusa






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