Subida dos juros na zona euro transmitida à economia real com atraso

Economistas do BCE alertam que "impacto total da contração da política monetária só se fará sentir nos próximos anos".
subida dos juros
Foto de Alex Vasey no Unsplash
Lusa
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A subida das taxas de juro na zona euro desde julho do ano passado, para 3,75% atualmente, está a ser transmitida à economia real com atraso, segundo os economistas do Banco Central Europeu (BCE).

Num artigo do seu próximo boletim económico, publicado esta segunda-feira, 15 de maio de 2023, os economistas do BCE afirmam que, "embora a velocidade e a magnitude deste ajustamento sejam elevados de uma perspetiva histórica, a política monetária é transmitida à economia real com desfasamentos, o que implica que o impacto total da contração da política monetária só se fará sentir nos próximos anos".

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O BCE começou a normalizar a sua política monetária muito expansionista em dezembro de 2021 e passou para o território restritivo nos últimos meses. Em dezembro de 2021, o BCE decidiu deixar de comprar nova dívida pública e privada da zona euro em 2022.

Além disso, em julho do ano passado, começou a subir as suas taxas de juro e já fez sete subidas seguidas, num total de 375 pontos de base, para 3,75% em maio, devido à inflação muito elevada.

Estas subidas das taxas de juro ajudarão a reduzir a inflação na zona euro entre 2022 e 2025 em 2,5 pontos percentuais, de acordo com as previsões dos economistas do BCE.

O maior impacto da subida das taxas de juro e da interrupção das compras e reinvestimentos de dívida do BCE far-se-á sentir em 2024.

Os economistas do BCE estimam que a política monetária reduziu a inflação em 2022 em 50 pontos base e preveem uma nova redução de 200 pontos base entre 2023 e 2025.

A subida das taxas de juro também irá abrandar o crescimento entre 2022 e 2025 em dois pontos percentuais, acrescenta o relatório.

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