Museu Judaico em Lisboa sai do papel após permuta de terrenos

Aprovada permuta de uma propriedade privada com 185 m2 por um terreno municipal com 774,28 m2, ambos na mesma rua em Belém.
Futuro Museu Judaico de Lisboa
Projeto do Museu Judaico de Lisboa Créditos: CML

A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou esta terça-feira (19 de março de 2024) a permuta de uma propriedade privada com 185 metros quadrados (m2) por um terreno municipal com 774,28 m2, ambos na mesma rua em Belém, para a construção do Museu Judaico. A permuta de terrenos na Rua da Praia de Pedrouços, na freguesia de Belém, prevê que o particular pague à câmara 559 mil euros pela diferença da área do imóvel que irá receber do município.

Em reunião plenária, a proposta foi aprovada pela assembleia municipal, com os votos contra de Chega, BE, Livre, PEV, PCP e um deputado independente dos Cidadãos Por Lisboa (eleito pela coligação PS/Livre) e os votos a favor de PS, PSD, PAN, IL, MPT, PPM, CDS-PP e Aliança.

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No executivo, o documento foi viabilizado em 23 de fevereiro, com os votos a favor da liderança PSD/CDS-PP e PS e os votos contra da restante oposição, nomeadamente Cidadãos Por Lisboa (eleitos pela coligação PS/Livre), PCP, Livre e BE.

Nesse mesmo dia, a câmara aprovou, por unanimidade, a promoção de um debate público sobre o projeto de construção do Museu Judaico, em Belém, considerando a exceção no cumprimento do sistema de vistas previsto no regulamento do Plano Diretor Municipal (PDM).

Segundo a proposta, um dos terrenos na planta do projeto para a construção do Museu Judaico de Lisboa, com a área de 185 m2, é de propriedade privada.

Na mesma rua do terreno, o município de Lisboa é proprietário do prédio urbano com a área total de 1.273 m2, constituído por terreno apto para construção, tendo a Direção Municipal de Urbanismo (DMU) desenvolvido um estudo urbanístico preliminar sobre parte deste imóvel municipal, com uma parcela de terreno com a área de 774,28 m2.

“A Direção Municipal de Gestão Patrimonial (DMGP) encetou negociações com o proprietário do prédio particular, tendo sido possível chegar a um acordo através da permuta deste prédio pela parcela de terreno municipal, com a área de 774,28 m2”, lê-se na proposta subscrita por Carlos Moedas.

Os bens oferecidos à permuta foram objeto de três avaliações, inclusive por entidades externas certificadas, e foi “fixado para o prédio particular a transmitir ao município o preço de 763 mil euros e para a parcela de terreno a transmitir pelo município o preço de 1,322 milhões de euros”, ficando decidido que, para o equilíbrio dos valores dos bens a permutar, o proprietário do prédio particular terá de pagar ao município o valor de 559 mil euros, correspondente ao diferencial.

De referir que o projeto do Museu Judaico será sujeito ainda a um debate público e, posteriormente, será apreciado em câmara o projeto de arquitetura.

*Com Lusa

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