Em janeiro de 2026, os bancos avaliaram 19.429 apartamentos e 11.887 moradias.
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Comprar casa com recurso ao crédito habitação implica sempre uma avaliação bancária, um passo fundamental para aprovação do financiamento. E a verdade é que ao longo dos últimos anos tem-se verificado uma trajetória ascendente na valorização dos imóveis. Em janeiro deste ano não foi diferente: o valor mediano de avaliação bancária na habitação atingiu os 2.105 euros por metro quadrado (m2), um novo máximo histórico.

Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a avaliação realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação aumentou 24 euros (1,2%) relativamente a dezembro de 2025, e mais 18,7% do que período homólogo. A variação mais acentuada foi registada na Península de Setúbal (27,1%).

Para apurar o valor mediano de avaliação bancária de janeiro de 2026 foram consideradas 31.316 avaliações (19.429 apartamentos e 11.887 moradias), menos 11,2% que no período homólogo, indica o boletim divulgado esta quarta-feira, 25 de fevereiro. Em comparação com o período anterior, realizaram-se menos 3.180 avaliações bancárias, o que corresponde a um decréscimo de 9,2%.

Apartamentos: valor mediano na avaliação bancária cresce 22,8%

O valor mediano de avaliação bancária de apartamentos foi de 2.447 euros/m2, superior em 22,8% face ao mesmo mês de 2025. Os valores mais elevados foram observados na Grande Lisboa (3.269 euros/m2 ) e no Algarve (2.796 euros/m2 ), tendo o Alentejo e o Centro apresentado os valores mais baixos (1.506 euros/m2 e 1.560 euros/m2 respetivamente). 

“A Região Autónoma dos Açores apresentou o crescimento homólogo mais expressivo (29,0%), não se tendo verificado qualquer descida. Comparativamente com o mês anterior, o valor de avaliação subiu 1,3% em janeiro, tendo o Oeste e Vale do Tejo registado o maior aumento (2,4%) e a Região Autónoma dos Açores a única descida (-1,6%)”, diz o INE. 

Ao nível das tipologias, foram os apartamentos T1, T2 e T3 os mais avaliados pelos bancos representando 92,8% do total. Assim variaram as avaliações bancárias:

  • Apartamentos T1: valor mediano desceu 14 euros, para 3.099 euros/m2;
  • Apartamentos T2: valor subiu 34 euros para 2.529 euros/m2;
  • Apartamentos T3: aumentou 31 euros para 2.121 euros/m2.

Moradias: m2 valorizou 15,2% num ano para a banca

No caso das moradias, o valor mediano da avaliação bancária foi de 1.527 euros/m2 em janeiro de 2026, o que representa um acréscimo de 15,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior. 

Os valores mais elevados observaram-se na Grande Lisboa (2.788 euros/m2 ) e no Algarve (2.703 euros/m2 ), registando o Centro e o Alentejo os valores mais baixos (1.135 euros/m2 e 1.223 euros/m2 respetivamente). O Oeste e Vale do Tejo apresentou o crescimento homólogo mais elevado (20,2%), não se tendo registado qualquer descida. 

Comparativamente com o mês anterior, o valor de avaliação de moradias subiu 0,7%. O Algarve foi a região com o crescimento mais elevado (2,8%), tendo-se verificado a descida mais acentuada na Região Autónoma dos Açores (-0,7%). 

As moradias T2, T3 e T4 foram as mais avaliadas pela banca em dezembro (pesam 88% no total) e passaram a ter os seguintes valores:

  • Moradias T2: valor aumentou 3 euros para 1.514 euros/m2;
  • Moradias T3: subiu 17 euros para 1.497 euros/m2;
  • Moradias T4: aumentou 12 euros para 1.587 euros/m2. 

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