Estádio do Bessa vai a leilão por mais de 31 milhões de euros

Recinto do Boavista está anunciado no site da Leilosoc Worldwide e tem início marcado para dia 27 de abril, terminando a 20 de maio.
Estádio do Bessa
Créditos: Leilosoc

O Estádio do Bessa, casa histórica do Boavista, vai a leilão com um valor base de 31.068.781,72 euros. O recinto está anunciado no site da Leilosoc Worldwide, integrando o processo de liquidação do património imobiliário do clube, em grave crise financeira. As licitações decorrem na plataforma eletrónica da leiloeira entre 27 de abril e 20 de maio, até às 18h00, podendo o estádio ser vendido isoladamente ou em conjunto com o complexo desportivo por 38 milhões de euros.

De acordo com a SIC Notícias, o estádio dispõe de 11 pisos e uma área total de 77.865,50 metros quadrados (m2), incluindo um campo de jogos com 9.600 m2. Para além da bancada e do relvado, o complexo integra várias infraestruturas de apoio, como um restaurante com dois pisos, uma residência para atletas com quatro pisos, um parque de estacionamento de três pisos e ainda um stand de um piso. O Estádio do Bessa recebeu o último jogo em maio de 2025 e encontra‑se desde então inutilizado por decisão da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

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Em simultâneo, será igualmente levado a leilão o complexo desportivo do Boavista, com um valor base de cerca de 6,8 milhões de euros e uma área total de 21.144,67 m2, descrito como um ativo com potencial para o desenvolvimento de projetos imobiliários. No mesmo processo de insolvência, já foram a leilão outros 30 ativos imobiliários do clube como uma loja nas imediações do Estádio do Bessa e 15 garagens foram alienadas, enquanto 13 lotes subterrâneos e um apartamento T1 duplex não receberam ofertas mínimas. Parte deste património poderá voltar a leilão eletrónico, com a Leilosoc a tentar melhorar propostas próximas dos valores base.

A situação financeira do Boavista agravou‑se nos últimos anos, com dívidas superiores a 150 milhões de euros e a aprovação da liquidação do clube em setembro de 2025, “por estar a gerar prejuízos na massa insolvente”. Em fevereiro, a administradora de insolvência, Maria Clarisse Barros, retirou os poderes à direção presidida por Rui Garrido Pereira, após novo incumprimento de despesas correntes, passando a assegurar diretamente a gestão do clube. Embora os credores da SAD tenham votado a continuação da sociedade, problemas de licenciamento deixaram os axadrezados sem equipa profissional nas competições da Liga e da Federação, obrigando a SAD a jogar no Parque Desportivo de Ramalde e a ser despromovida à segunda divisão distrital. Fundado em 1903 e um dos cinco campeões nacionais da história do futebol português, vê agora o seu estádio – símbolo do clube e da cidade – ser colocado em praça pública.

*Com Lusa

*Notícia atualizada no dia 22 de abril de 2026 com a informação seguinte: "o estádio ser vendido isoladamente ou em conjunto com o complexo desportivo por 38 milhões de euros".

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