Portugal destacou-se em abril pela negativa no mapa da inflação da Zona Euro. Num mês marcado pela continuação da guerra no Irão e pela subida dos preços da energia e do petróleo, a taxa de inflação mensal portuguesa disparou 1,9%, uma das maiores acelerações entre os países da moeda única. A escalada foi quase quatro vezes superior à registada na Alemanha (0,5%) e bem acima da média da Zona Euro, o que indica um choque de preços mais intenso para consumidores e empresas em território nacional.
De acordo com o Eurostat, a inflação mensal na Zona Euro avançou 1% em abril, e Portugal apenas foi ultrapassado por Malta, com uma subida de 3,4%, e pelo Chipre, com 2,2%. Mesmo em termos homólogos, a dinâmica é mais forte do que no conjunto da região: a taxa anual da Zona Euro acelerou de 2,6% em março para 3% em abril, enquanto em Portugal passou de 2,7% para 3,3%, acima dos 2,1% registados em abril do ano passado.
Na média da União Europeia, a inflação homóloga atingiu 3,2%, com valores particularmente baixos na Suécia (0,5%), Dinamarca (1,2%) e Chéquia (2,1%), e muito elevados na Roménia (9,5%), Bulgária (6,0%) e Croácia (5,4%).
Ainda assim, o choque energético continua a ser determinante. O Eurostat indica que, na Zona Euro, os serviços foram o principal motor da inflação (+1,38 pontos percentuais), seguidos da energia (+0,99 p.p.), dos alimentos, bebidas alcoólicas e tabaco (+0,46 p.p.) e dos bens industriais não energéticos (+0,20 p.p.).
Mesmo descontando a energia, a inflação na zona do euro acelerou para 2,2%, mostrando que o problema já não está apenas nos combustíveis, mas também na difusão das subidas de preços ao resto da economia.
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