A Relais & Châteaux (R&C) registou, em 2025, uma receita combinada de 3,308 mil milhões de euros, o que representa um crescimento anual sustentado de mais 7% face ao ano anterior. Em Portugal, os seus 14 membros geraram uma receita combinada de 65 milhões.
Estas são algumas das conclusões do inquérito anual de atividade de 2025, que a associação obteve com base nas declarações de 94% dos seus membros. De acordo com este inquérito, a atratividade da R&C junto de proprietários de hotéis boutique e restaurantes tem vindo a aumentar, passando de 540 candidaturas em 2024 para 615 em 2025, o que representa um aumento de 14%.
No ano passado, a R&C recebeu um total de 34 novos membros, dois deles em Portugal: a Casa de São Lourenço, na Serra da Estrela, e a Casa de Chá da Boa Nova, restaurante do chef Rui Paula, perto da cidade do Porto.
Alojamento e restauração: os dois principais pilares
O alojamento representou mais de metade (51%) da receita global da associação em 2025, enquanto a restauração foi responsável por 41% da faturação. Os restantes 8% correspondem a atividades de spa e serviços complementares, como experiências e produtos de retalho, por exemplo.
Em termos de restauração, 15% dos membros são restaurantes sem alojamento. Estes cerca de 80 restaurantes, presentes em 24 países, foram responsáveis por quase 315 milhões de euros de volume de negócios anual.
No ano passado, 63% dos seus restaurantes independentes aumentaram o aprovisionamento de produtos locais e hiperlocais, enquanto 41% expandiram a oferta vegetariana e vegana. Desses membros independentes, 20% simplificaram ou encurtaram os menus, mas mantiveram a experiência gastronómica no centro da proposta de valor, com 80% dos clientes a preferirem o menu de degustação em detrimento das opções à carta (+1,3% em comparação com 2024).
Destaque ainda para a alteração dos hábitos de consumo de bebidas, com 34% dos restaurantes independentes membros a reportarem um declínio nas vendas de bebidas alcoólicas, em contraste com um aumento de 50% nas vendas de não alcoólicas. Já 77% destes restaurantes oferecem harmonização de bebidas não alcoólicas (mais de 70% corresponde a sumos e chás) e 55% expandiram a sua oferta não alcoólica.
Norte-americanos lideram as receitas
Os clientes norte-americanos foram responsáveis por 42% da receita total gerada por viajantes alojados nas propriedades da R&C, seguindo-se o mercado francês (11%), o Reino Unido (9%) e a Alemanha (5%). Também nas propriedades portuguesas foram os clientes americanos que estiveram em destaque (27%), seguidos de perto pelo mercado interno (22%), Reino Unido (9%) e Brasil (7%).
“A R&C continua a afirmar-se como uma referência global em hospitalidade e gastronomia de excelência. Os resultados registados em 2025 refletem primordialmente os compromissos dos membros que dão vida a propriedades singulares, profundamente enraizadas nas suas paisagens. Estes reforçam a pertinência de um modelo exigente no qual a qualidade, a autenticidade, a hospitalidade e a gastronomia são os verdadeiros motores do desempenho e da atratividade a longo prazo. Estes resultados ilustram também a evolução de um modelo no qual a hospitalidade vai além do serviço para se tornar uma forma de habitar o mundo”, sublinha, em comunicado, o presidente da Relais & Châteaux, Laurent Gardinier.
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