Juros pressionam prestação da casa – que sobe há 8 meses consecutivos

A taxa de juro média dos novos contratos de crédito à habitação cresceu de 2,81%, em março, para 2,86% em abril, indica o BdP.
prestação da casa
Foto de Milan Trninic no Unsplash

A prestação média mensal dos empréstimos à habitação voltou a aumentar em abril, pelo oitavo mês consecutivo, fixando-se nos 428 euros, mais três euros do que em março, segundo dados divulgados na sexta-feira, 5 de junho de 2026, pelo Banco de Portugal (BdP). A subida está relacionada, em parte, com a subida dos juros no crédito da casa.

O supervisor indica que a taxa de juro média dos novos contratos de crédito habitação, que engloba tanto contratos celebrados pela primeira vez como renegociações, subiu de 2,81% em março para 2,86% em abril, quebrando uma tendência de estabilização que se mantinha desde o arranque do ano. Ainda assim, o valor fica abaixo dos 3,06% registados em abril de 2025, e a uma distância considerável dos máximos de 2023, quando os juros chegaram a superar os 4%. 

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A subida nas prestações da casa ao pagar ao banco reflete o comportamento das taxas. À medida que os juros sobem, ainda que ligeiramente, o encargo mensal das famílias com o crédito habitação tende a acompanhar essa trajetória. Ainda assim, Portugal mantém-se entre os países da zona euro com taxas de juro mais baixas neste segmento, ocupando o quarto lugar, atrás de Malta, Bulgária e Espanha. 

Nas modalidades de contratação, a taxa mista continuou a ser escolhida em 85% dos novos empréstimos celebrados em abril. Neste segmento, a taxa média subiu 0,03 pp, para 2,74%. Já nas operações a taxa variável, o aumento foi mais acentuado: mais 0,14 pp, para 2,96%. Dentro dos contratos a taxa variável, a Euribor a seis meses foi o indexante mais utilizado, com quase metade das operações, seguindo-se a Euribor a 12 meses, com 36%.

O volume total de novos contratos de crédito a particulares recuou em abril face a março, para 2988 milhões de euros, menos 336 milhões. O crédito habitação concentrou a maior parte desta queda, ao descer 203 milhões de euros para 2053 milhões. As renegociações também diminuíram, totalizando 707 milhões de euros, com a habitação a explicar a quase totalidade da descida.

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