2023: BCE vai voltar a subir juros, mas menos
Um novo ano começa cheio de desafios macroeconómicos. A inflação na Zona Euro fixou-se nos 10,1% em novembro. E a política monetária está mais apertada, depois do BCE ter subido os juros diretores em 250 pontos base em 2022. E assim vai continuar em 2023: a presidente do regulador europeu admite continuar a subir os juros para conter a inflação que, além de ser impulsionada pela guerra na Ucrânia, também é alimentada pelas políticas orçamentais dos países. Se assim não fosse, “seria pior para todos”, frisou Christine Lagarde. Mas a subida dos juros deverá ser mais contida, antecipam analistas.
Inflação e juros altos em 2022 encarecem crédito habitação em Portugal
Um dos fatores que mais marcou o ano de 2022 prende-se com a alta inflação que se fez sentir na Europa e rapidamente contagiou toda a economia portuguesa. Perante este cenário, o Banco Central Europeu começou a usar a sua principal arma para conter o aumento generalizado dos preços: subiu as taxas de juro diretoras ao longo do ano. Acontece que esta resposta monetária ao ciclo inflacionista acabou por subir os juros nos créditos habitação em Portugal. E, agora, os portugueses têm não só o poder de compra reduzido por via da inflação, como têm de pagar prestações da casa bem mais elevadas.
Poupanças nos depósitos voltam a engordar com juros mais altos
Colocar poupanças num depósito bancário é uma forma de proteger o dinheiro num momento de alta inflação, muito embora até há bem pouco tempo os depósitos a prazo pouco ou nada rendiam. Mas este cenário está, agora, a mudar em Portugal e na Europa: as taxas de juro nos depósitos a prazo estão a subir depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter subido as taxas de juro diretoras em 250 pontos base. E, em resultado, as poupanças nos depósitos (a prazo e não só) têm engordado no nosso país. Em novembro, totalizavam 182,3 mil milhões de euros, permanecendo no maior patamar de sempre.
Economia mundial vai crescer ao ritmo “mais fraco” em 20 anos, diz FMI
As previsões das principais instituições internacionais para a evolução da economia em 2023 não são animadoras. Isto porque admitem que o crescimento da economia mundial irá abrandar no próximo ano, em particular na Zona Euro, onde algumas das principais economias podem registar uma recessão económica. Uma destas instituições é o Fundo Monetário Internacional (FMI) que diz que o crescimento económico global será de 2,7% em 2023, o “mais fraco” dos últimos 20 anos. Já a economia da Zona Euro deverá crescer ainda menos, 0,5%. Resta saber se Portugal irá esquivar-se ou não à recessão económica.
BCE fará mais subidas dos juros para controlar inflação, diz Guindos
O Banco Central Europeu (BCE) vai fazer mais subidas das taxas de juro para levar inflação à meta de 2% e a amplitude dessas subidas dependerá dos dados económicos, segundo o vice-presidente da entidade monetária, Luis de Guindos.
Recessão económica global é esperada em 2023, diz consultora
Todos os fatores macroeconomicos parecem estar reunidos para que a tempestade económica se forme a nível mundial. A inflação está nos níveis mais elevados das últimas décadas em vários países. E os bancos centrais de todo o mundo estão empenhados em subir os juros diretores para fazer baixar a escalada de preços, reduzindo o consumo das famílias e o investimento das empresas. Com este cenário como pano de fundo, a Centre for Economics and Business Research (CEBR) afirma que é esperada uma recessão económica global já em 2023.
BCE subirá juros em 75 pontos? Centeno acredita que ciclo acabou
O Banco Central Europeu (BCE), liderado por Christine Lagarde, tem usado a sua principal arma para pôr um travão à alta inflação que se faz sentir na Zona Euro, subindo os juros diretores em 250 pontos base desde julho até agora. Depois de as ter aumentado em 75 pontos em setembro e em outubro, o BCE decidiu abrandar a evolução das taxas de juro em dezembro, com um aumento de 50 pontos. E vai assim continuar? O governador do Banco de Portugal (BdP) acredita que já não voltaremos a ver aumentos “jumbo” nos juros de 75 pontos.
Subida de juros pelo BCE irá agravar "desnecessariamente" a recessão
O ex-vice presidente do Banco Central Europeu (BCE) Vítor Constâncio disse na passada quinta-feira, dia 15 de dezembro, que as decisões do banco central e as previsões de inflação apontam para uma política excessivamente restritiva, que diz que irá agravar desnecessariamente a recessão.
BCE vai voltar a subir juros em 2023: como vai impactar a economia?
O Banco Central Europeu (BCE) voltou a subir as taxas de juros diretoras esta quinta-feira, dia 15 de dezembro, pela quarta vez em 2022. A autoridade monetária e financeira da Europa cumpriu as previsões do mercado e elevou o preço do dinheiro na Zona do Euro em 50 pontos base, atingindo os 2,5%. Apesar de as taxas estarem no nível mais alto desde dezembro de 2008, o mercado não tem dúvidas de que os juros diretores vão continuar a subir em 2023. Mas quais vão ser as consequências para a economia? E para os créditos habitação? O idealista/news falou com vários economistas e explica tudo.
BCE subirá juros “significativamente” - inflação é “demasiado elevada“
O regulador europeu liderado por Christine Lagarde voltou a subir os juros diretores em 50 pontos base esta quinta-feira, elevando a taxa de refinanciamento para os 2,5%, o nível mais elevado desde finais de 2008.
BCE sobe juros em 50 pontos: qual o impacto no crédito habitação?
O contexto económico mudou em 2022, com a inflação a disparar na Zona Euro. E, para travar esta subida, o Banco Central Europeu (BCE) decidiu mudar o rumo da sua política monetária, iniciando a subida das taxas de juro diretoras em julho. De lá para cá, o regulador europeu já subiu os juros diretores em 250 pontos base, tendo o último aumento sido anunciado esta quinta-feira, de 50 pontos. Estas decisões estão a ter impacto nas carteiras das famílias, já que a subida dos juros diretores influencia a evolução da Euribor, agravando o custo dos créditos habitação de taxa variável.
Taxas fixas dos novos empréstimos da casa a subir ao ritmo da Euribor
Quem pretende comprar casa depara-se com uma questão estrutural num momento em que a Euribor está a encarecer os empréstimos da casa de taxa variável: valerá a pena fixar os juros no crédito habitação? Apostar na taxa fixa dará mais tranquilidade financeira às famílias, já que as prestações da casa não variam do início ao fim do contrato. Mas esta estabilidade tem um preço: as taxas fixas para os novos créditos habitação também estão a subir, tendo chegado, em média, aos 4,1% em outubro, mais 2 pontos percentuais (p.p) do que em dezembro de 2021, revelam os dados do Banco de Portugal (BdP).
Poupanças começam a render: juros nos depósitos dão salto para 0,24%
Desde setembro de 2019 até setembro deste ano, colocar as poupanças num depósito a prazo rendia menos de 0,1% em Portugal. Mas com a subida das taxas de juro diretoras pelo Banco Central Europeu (BCE), as taxas de juros dos depósitos começaram a subir no nosso país em outubro.
Bancos mais expostos a imobiliário com subida de juros, alerta BCE
A subida das taxas de juro diretoras pelo Banco Central Europeu (BCE) em 200 pontos base mexe - e muito - com a atividade bancária na Zona Euro. Se, por um lado, o regulador europeu está confiante de que a maioria dos bancos vai melhorar a sua rentabilidade com o aumento dos juros, por outro alerta para o risco de deterioração da qualidade dos ativos nos próximos meses. Diante de um cenário também marcado pelo risco de recessão e pela crise energética, o BCE alerta os bancos europeus para as vulnerabilidades do mercado imobiliário geradas pela subida dos juros.
Recessão na Europa à espreita – e subida de juros do BCE também
A subida generalizada dos preços no espaço europeu descontrolou-se ao longo de 2022, de tal forma que, em julho, o Banco Central Europeu (BCE) arregaçou as mangas e começou a subir as taxas de juro diretoras para travar a inflação. Mas este cenário já se está a refletir no abrandamento do crescimento económico de vários países europeus. Agora, o regulador europeu admite que os riscos para a estabilidade financeira estão a aumentar, estando à espreita uma recessão técnica na Europa. Ainda assim, e para tentar travar a inflação, o BCE deverá continuar a subir os juros diretores - embora de forma mais lenta.
BCE cria recessão? Deixar inflação alta teria custo maior, diz Centeno
Tudo está a ser feito pelo BCE para baixar a inflação que se faz sentir na Europa. Na última reunião, o regulador voltou a subir as taxas de juro diretoras em 75 pontos, aumentando a taxa de refinanciamento para os 2%. Mas muitas foram as vozes que afirmaram que o caminho que a política monetária está a seguir poderá gerar uma recessão. Sobre este ponto, Mário Centeno, governador do Banco de Portugal (BdP) sublinha que se o BCE nada fizesse, a “alternativa seria manter taxas de inflação elevadas, o que teria um custo recessivo maior do que aquele que o aumento das taxas de juro provoca”.
Euribor volta a subir em outubro: como agrava as prestações da casa?
Comprar casa com recurso a crédito habitação está a ficar mais caro à medida que o BCE decide aumentar as taxas de juros diretoras. A última subida ocorreu no passado dia 27 de outubro, em 75 pontos base, elevando a taxa de refinanciamento para os 2%. Esta decisão influencia as taxas Euribor, que estão a subir em flecha para todos os prazos. Isto quer dizer que quem pretende, hoje, contratar um empréstimo habitação de taxa variável vai pagar mais de prestação da casa do que quem contratou há meses ou anos. O idealista simulou como é que as recentes subidas da Euribor impactam as prestações.
BCE sobe juros - mas continuam abaixo da média das economias ricas
Hoje, o Banco Central Europeu (BCE) tem um objetivo bem claro: baixar a taxa de inflação na Zona Euro, que chegou aos 9,9% em setembro. E para o fazer está a usar a sua principal arma: subir as taxas de juro diretoras, embora reconheça que há risco de recessão. Na quinta-feira, dia 27 de outubro, o BCE anunciou a terceira subida dos juros diretores em 75 pontos base, elevando a principal taxa para os 2%. Ainda assim, esta taxa é inferior à média dos juros das economias mais desenvolvidas, que atingiu os 2,4%. Nos EUA e no Canadá, por exemplo, os juros diretores já estão acima dos 3%.
Inflação sobe para 10,2% em outubro – a mais alta desde maio de 2012
Apesar dos esforços do Banco Central Europeu (BCE) para travar o consumo e o investimento, por via da subida das taxas de juro diretoras – voltou a aumentar os juros esta quinta-feira em 75 pontos base – , a inflação em Portugal continua a subir. Segundo a estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgada esta sexta-feira, dia 28 de outubro, a inflação no nosso país deu o salto para 10,2%, uma taxa superior em 0,9 pontos percentuais (p.p.) à observada no mês anterior, sendo a mais elevada desde maio de 1992.
BCE aumenta juros em 75 pontos: taxas dos depósitos a prazo vão subir?
A economia europeia estremeceu com a nova subida das taxas de juro diretoras pelo Banco Central Europeu (BCE) em 75 pontos base esta quinta-feira, dia 27 de outubro. Há consequências à vista para a economia: a Euribor deverá continuar a subir, tornando os créditos habitação mais caros, e há já vários países que estão a sentir as economias a contrair. Mas também há efeitos positivos para as carteiras das famílias: o aumento dos juros diretores impulsiona também a subida das taxas de juro dos depósitos a prazo no espaço europeu, tornando-os mais rentáveis. Explicamos.
Subida dos juros pelo BCE: há recessão económica na Europa à vista?
A economia europeia já está a desacelerar. E a nova subida dos juros pelo Banco Central Europeu (BCE) em 75 pontos base esta quinta-feira, dia 27 de outubro, vem limitar ainda mais o consumo das famílias e o investimento das empresas. Neste contexto, o risco de recessão está a tornar-se cada vez mais evidente na Zona do Euro. E Christine Lagarde, presidente do regulador europeu, tem isso bem presente na sua tomada de decisão, admitindo que há "a probabilidade de uma recessão está a pairar no horizonte".
BCE volta a subir juros em 75 pontos: como fica o crédito habitação?
O Banco Central Europeu (BCE) continua empenhado em pôr um travão à inflação que se faz sentir na Zona Euro e que chegou aos 9,9% em setembro, mesmo depois das taxas de juro diretoras terem subido 125 pontos base entre julho e setembro. Esta quinta-feira, dia 27 de outubro, o Conselho do BCE reuniu-se e decidiu voltar a usar a sua principal arma contra a inflação: voltou a subir as taxas de juro diretoras em 75 pontos base. Uma vez mais, a decisão do regulador europeu vai continuar a ter impacto no custo dos créditos habitação, por via da subida das taxas Euribor.
Ter poupanças em depósitos: juros em Portugal dos mais baixos na UE
A subida das taxas de juro diretoras pelo Banco Central Europeu (BCE) para travar a inflação acaba por influenciar o aumento generalizado dos juros na Zona Euro, quer nos créditos habitação, quer nos depósitos a prazo. Mas nem todos os países europeus estão a refletir esta subida dos juros diretores da mesma forma. Colocar as poupanças num depósito a prazo rende 1,44% nos Países Baixos, enquanto em Portugal rende 20 vezes menos. A taxa de juro nos depósitos a prazo no nosso país, de 0,07%, foi mesmo a terceira mais baixa da União Europeia (UE) em agosto.
Maioria dos membros do BCE votou na subida dos juros em 75 pontos base
"Um número muito elevado de membros" do Conselho do Banco Central Europeu (BCE) votou a favor do aumento das taxas de juro, de 75 pontos base, para 1,25%, na reunião de setembro, foi esta quinta-feira, dia 6 de outubro, anunciado.
Subida de juros divide bancos centrais na Zona Euro
A política monetária deu uma volta de 360 graus depois do Banco Central Europeu (BCE) ter subido as taxas de juro diretoras em 125 pontos base. E haverá mais subidas dos juros diretores nas próximas reuniões, de forma a travar a inflação na Zona Euro. A questão agora prende-se com a dimensão da próxima subida dos juros. E sobre este ponto não há consenso entre os bancos centrais.