Federação da construção antevê um recuo do setor este ano
A FEPICOP faz um balanço pouco otimista para o ano que agora está a terminar. Baseando-se em números que refletem a conjuntura até novembro, Ricardo Pedrosa Gomes, presidente da entidade, disse que a expetativa era que houvesse um aumento da atividade na ordem dos 2,5%, mas adiantou que o que “se regista até novembro é uma redução em relação ao ano anterior de cerca de 1%”.
Bancos dão nova vida a imóveis que têm em carteira de construtores falidos
Com a crise, que levou à falência centenas de empresas do setor da construção, os bancos, os principais credores, ficaram milhões de euros em imóveis inacabados que começam agora a entrar no mercado. A crescente procura de imóveis – todos os dias são vendidas em média 355 casas, segundo o INE – está a fazer com que os próprios bancos avancem diretamente com a promoção.
Governo desafia empresas da construção e do imobiliário para “cooperação triangular”
O Governo desafiou as empresas portuguesas da área da construção e do imobiliário a adotarem uma estratégia de “cooperação triangular”, aproveitando o conhecimento que têm do setor para conquistarem financiamentos estrangeiros.
Setor da engenharia e arquitetura teve uma quebra de 65% na faturação com a crise
Os setores da engenharia e da arquitetura foram dos mais afetados pela crise financeira que assolou o país nos últimos anos. E os números comprovam isso mesmo. Segundo Victor Carneiro, presidente da Associação Portuguesa de Projetistas e Consultores (APPC) – congrega o setor da engenharia e da arquitetura –, “a crise atingiu o setor em cheio em 2010, tendo-se registado de lá para cá uma quebra de 65% na faturação do setor”.
Produção na construção cai em maio na Zona Euro e na UE
A produção no setor da construção na Zona Euro baixou 9,8% em maio face a abril e 0,5% quando comparado com o mesmo mês do ano passado. No conjunto dos 28 Estados-membros da União Europeia (UE) também se verificaram recuos em maio: 1,1% em termos homólogos e 0,7% na variação em cadeia (face ao mês anterior). Em Portugal, a diminuição foi de 2% face a maio de 2015 e de 0,3% face a abril.
Demolir casas de luxo para construir de novo vira moda no Algarve
Da construção à hotelaria, passando pelo setor dos serviços, os empresários do Algarve queixam-se de não haver mão de obra que chegue. A compra e venda de moradias de luxo, cujo preço pode chegar aos 13 milhões, virou a página da crise no chamado “triângulo dourado do turismo”: Quinta do Lago, Vale do Lobo e Vilamoura. Gruas voltam a erguer-se no sul do país.
Trabalhadores da construtora Soares da Costa protestam no Porto em várias línguas
Cerca de 100 trabalhadores da Soares da Costa (SdC) realizaram esta sexta-feira (dia 15) na principal avenida do Porto uma manifestação a reivindicar salários em atraso desde março com cartazes em línguas estrangeiras para os turistas entenderem o protesto.
Construção: OE2016 impede setor de crescer e reflete desinvestimento em obras públicas
A Associação de Empresas de Construção Obras Públicas e serviços (AECOPS) mostra-se preocupada com “o nível de investimento público previsto no OE2016”, considerando que o mesmo “corresponde a uma má gestão dos apoios comunitários, a menos emprego e a menos rendimento”. “[É] um fator recessivo que pode comprometer a recuperação da economia e travar os primeiros sinais de relançamento do setor da construção”, refere a entidade.
Soares da Costa: despedimento coletivo de 519 trabalhadores avança este mês
O despedimento coletivo de 519 trabalhadores da Soares da Costa é “irreversível” e deverá avançar até final deste mês. “Vamos dar um andamento muito rápido [ao processo]. Acreditamos que durante o mês de abril dar-se-á início ao passo seguinte, que é a informação aos trabalhadores e aos órgãos representativos dos trabalhadores e o início do processo de negociação”, disse Joaquim Fitas, presidente executivo da construtora.
Dívida da Teixeira Duarte baixa 146 milhões em 2015
A dívida líquida da construtora Teixeira Duarte baixou cerca de 146 milhões de euros no ano passado. No final de 2015, a dívida líquida da empresa situava-se em cerca de 1.147,5 milhões de euros, menos cerca de 13% que no período homólogo.
Reabilitação urbana volta a crescer em fevereiro
A aposta na reabilitação urbana parece ter vindo para ficar. Em fevereiro, verificou-se um aumento homólogo trimestral de 23,4% no nível de atividade enquanto a carteira de encomendas cresceu 2,5%.
Dívidas de construtoras e outros clientes afundam contas do Montepio (prejuízos de 243,4 milhões)
O crédito concedido a várias empresas de construção civil - que deixou de ser pago - foi um dos grandes responsáveis pelos prejuízos de 243,4 milhões de euros registados pelo Montepio em 2015. O negócio dos paquetes "Funchal", "Porto" e "Azores" foi outro dos fatores a pesar negativamente nas contas da caixa económica.
Soares da Costa: despedimento coletivo de 500 trabalhadores avança nos próximos dias
O já anunciado despedimento coletivo de 500 trabalhadores na Soares da Costa vai avançar nos próximos dias, segundo o presidente do Sindicato da Construção de Portugal (SCP), Albano Ribeiro. A comunicação formal por carta aos trabalhadores acontecer a qualquer momento.
Setor da construção vira a página após 13 anos de quebras consecutivas
O setor da construção foi um dos que mais “sentiu na pele” os efeitos da crise. Um cenário que mudou no ano passado, tendo-se verificado um crescimento de 3% do Valor Bruto de Produção (VBP), consequência da evolução positiva de todos os seus segmentos de atividade: 5% na construção residencial, 5,1% na construção de edifícios não residenciais e 1% nos trabalhos de engenharia civil.
Construção: há 8.500 empresas e 35 mil empregos em risco
A construção foi um dos setores mais afetados pela crise, e apesar de haver alguns sinais de retoma todo o cuidado é pouco, já que estão em risco, só este ano, 35 mil empregos e 8.500 empresas. O alerta é deixado pela Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN) e pelo Sindicato da Construção de Portugal (SCP).
Governo quer investir 450 milhões de euros em obras públicas até 2020, após ano 'horribilis' em 2015
O setor da construção civil e obras públicas poderá receber um pequeno balão de oxigénio com o “Plano de Dinamização de Investimentos de Proximidade”, que foi ontem (dia 2) apresentado pelo ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques. Está previsto um investimento global de cerca de 450 milhões de euros até 2020, dos quais cerca de 370 milhões advirão de comparticipações de fundos comunitários.
Luz ao fundo do túnel na construção. O ano da recuperação - resumo 2015
Como vai ser 2015 para o setor da construção? O ano arrancava com esta pergunta e Ricardo Pedrosa Gomes, presidente da FEPICOP, mostrava-se otimista. E tinha razões para tal, já que a meio do ano soube-se que, 13 anos depois, o setor deu sinais de recuperação: No primeiro trimestre do ano foram construídas 1.797 casas novas, mais 14,6% que nos primeiros três meses de 2014.
Setor da construção corre o risco de entrar em colapso
Reis Campos, presidente da Federação Portuguesa dos Industriais da Construção e do Imobiliário (FEPICOP), mostra-se preocupado com o facto de 2015 ter sido o “pior ano de sempre” a nível de investimento público. “Sem investimento público, sem resposta aos pedidos dos privados que querem investir em Portugal e com a internacionalização das empresas a sofrer duros revezes em países como Angola, o setor entra em colapso”, alertou.
Construção: 2015 é “o pior ano de sempre” nas obras públicas
Em novembro bateram-se recordes negativos no que diz respeito ao lançamento de concursos de obras públicas, já que só foram promovidos 56,4 milhões de euros, menos 28% que em setembro – é o valor mais baixo desde janeiro de 2010. Segundo a AICCOPN, é possível concluir que 2015 é “o pior ano de sempre em termos de investimento público em Portugal”.
No Algarve, onde a economia “vive” da construção e do imobiliário, um terço das empresas está em incumprimento
O nível de incumprimento das empresas portuguesas continua a ser muito elevado, sendo o Algarve a região mais crítica, com um em cada três créditos mal parados. E mais: o rácio de crédito vencido das sociedades não financeiras, que em setembro estava nos 31,3%, é quase o dobro da média nacional (16,5%). A segunda zona mais problemática é a Madeira, com 20,3%. Já os Açores estão no lado oposto, com 8,1%.
Construção: 80 mil trabalhadores com salários em atraso em Angola (e começam os problemas no Gana e Senegal)
A crise do petróleo em Angola está, cada vez mais, a ter efeitos na economia nacional e a construção é uma das atividades que mais está a sofrer os seus efeitos. Portugal é o segundo país com maior presença no mercado da construção africano e em Angola há já mais de 80 mil trabalhadores portugueses com salários em atraso, ou seja cerca de 40% da totalidade.
Construção: Mota-Engil reorienta a agulha de África para América Latina e Europa
O El Dourado que prometia ser África afinal não deu os resultados brilhantes que a Mota-Engil esperava. Para compensar, a construtora portuguesa está a arrancar com uma nova estratégia de internacionalização, que passa pela aposta em oito novos mercados, sobretudo focados na América Latina, mas também na Europa.
Produção no setor da construção cai 0,2% na Zona Euro. Mas sobe 0,9% em Portugal
A produção no setor da construção caiu 0,2% na Zona Euro e 1,2% na UE em agosto, face a julho. Em termos homólogos, o indicador caiu 6% e 5%, respetivamente. Portugal contrariou esta tendência, já que foi o país onde se verificou a maior subida na variação mensal (0,9%).
Construção volta a crescer. 13 anos depois...
O setor da construção foi um dos mais afetados pela crise, mas parece estar a dar sinais de retoma, devendo fechar o ano a crescer 1,5% face a 2014, atingindo um valor da produção próximo dos 11.500 milhões de euros. Em causa estão dados que constam num estudo da Informa D&B.
Construção: setor faturou 5,6 mil milhões no estrangeiro em quase dois anos
As construtoras registaram uma recuperação histórica nos últimos dois anos, dando sinais de retoma depois de mais de dez anos de crise. Segundo um estudo da Informa D&B, o setor faturou 5,6 mil milhões no estrangeiro entre o início de 2013 e o final de 2014, trata-se de um aumento de 25% face a 2012.