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Taxa fixa no crédito à habitação atrai cada vez mais famílias

Gtres
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Autor: Redação

Os valores negativos atingidos pelas taxas Euribor no ano passado parecem estar a mudar o panorama do mercado nacional do crédito à habitação. Isto porque o peso das operações realizadas com taxa fixa é cada vez maior: representam um terço do novo crédito concedido, desde o início do ano. Neste tipo de empréstimos, as instituições financeiras conseguem cobrar juros mais altos.

Segundo o Jornal de Negócios, que se apoia em dados do Banco de Portugal (BdP), o valor concedido em novo crédito à habitação a taxas fixas entre janeiro e julho foi 966 milhões de euros, seis vezes mais que os 147 milhões de euros concedidos nos mesmo período do ano passado. E mais: nos primeiros sete meses deste ano, as taxas sem variação representaram 29% do dinheiro emprestado para a compra de casa, bem mais que os menos de 7% que no período homólogo.

“O forte crescimento relativo decorre do facto de anteriormente o crédito a taxa fixa ser praticamente inexistente. [Mas] reconheço que há cada vez mais operações a taxa fixa, o que se justifica essencialmente pela vontade dos bancos em contratarem dessa forma, porque lhes permite cobrar uma taxa de juro mais alta”, explicou Filipe Garcia, economista da IMF.

Ao contrário do que acontece com os créditos a taxa variável, onde a legislação determina que a taxa de juro final resulta da soma da média da Euribor no mês anterior à revisão ao spread, nos financiamentos a taxa fixa não regras que determinem como é que a taxa de juro deve ser definida. Ou seja, cada banco determina a taxa de juro de forma diferente, sendo que entre as grandes entidades nacionais apenas o Santander Totta recorre às taxas de mercado, as taxas “swap”, escreve a publicação.