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Avaliações às casas dos bancos estão desfasadas da realidade

Casas na posse dos bancos rondam os 5.200 milhões
Autor: Redação

Reis Campos, presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI), considerou que as avaliações impostas à banca – pela Troika e pelo Banco de Portugal – sobre o processo de reavaliação da carteira de imóveis detidos pelos bancos financeiros estão desfasadas da realidade. Nesse sentido, o responsável aconselhou “prudência e bom senso na sua apreciação”, já que das avaliações “não decorrem ajustamentos negativos e necessidade de reforço de garantias”.

Citado pelo Jornal de Notícias, Reis Campos adiantou que “é fundamental ter bem presente que não está em causa o valor dos imóveis” e que “a última Avaliação Geral do Património terá de constituir a referência e o ponto de partida para qualquer avaliação”. “Seja aquela que será feita no decurso deste processo, seja a que é efetuada pelos bancos no momento de exigir garantias ou mesmo a que é realizada pelo próprio Estado quando penhora e executa os imóveis para pagamento das dívidas fiscais e à Segurança Social”, frisou.

Segundo o líder da CPCI, a importância do imobiliário português e o seu potencial para atrair fluxos de investimento “é incontestável e traduz um potencial que não pode entrar numa espiral de rotura e de desvalorização descontrolada e sem limites”. “Os riscos são demasiados para que esta situação possa ser perspetivada com tranquilidade, pelo que há que lhe pôr cobro e impor limites assentes em critérios de justiça, equidade e razoabilidade”, explicou.

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