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JLL transaciona 1.500 milhões de euros em imóveis nos primeiros sete meses de 2018

Autor: Redação

A consultora imobiliária JLL transacionou um volume global de 1.500 milhões de euros em imóveis nos primeiros sete meses do ano, um montante que engloba a transação de edifícios de rendimento, terrenos e projetos para promoção imobiliária, bem como a venda de unidades residenciais. 

O volume de transações poderá ascender a 3.000 milhões de euros até final do ano, explica a JLL em comunicado, adiantando que tem em carteira um volume de transações que, a concretizarem-se, poderão igualar o número dos primeiros sete meses do ano.

“De janeiro a julho 2018, cerca de 400 milhões de euros do montante negociado pela JLL distribuem-se entre ativos para promoção imobiliária e imobiliário residencial, enquanto os restantes 1.100 milhões de euros dizem respeito à transação de imobiliário comercial. Este último montante equivale a 58% do total estimado de 1.900 milhões de euros transacionados neste período”, lê-se no documento.

Entre os negócios assessorados pela consultora nos primeiros sete meses do ano destacam-se a venda do Portefólio Rio Tejo (inclui o Fórum Sintra, Fórum Montijo, Sintra Retail Park e Almada Fórum), de um portefólio de hipermercados /supermercados Continente, dos edifícios de escritórios Torre Zen e Expofinanças e do British Hospital.

No Porto, a JLL destaca a transação do Quarteirão Bonjardim e duas grandes transações de hotéis de cinco estrelas, o InterContinental Palácio das Cardosas e o Monumental Palace Hotel. 

Já em Lisboa, a consultora evidencia o Augusta Lisbon, referente ao projeto de desenvolvimento imobiliário previsto para o quarteirão do BPI na Baixa, e os empreendimentos Mulberry Hill e Casal Ribeiro.

“Estamos perante uma primeira metade de ano incrível no setor imobiliário português, não só devido ao elevado fluxo de operações como também porque assistimos a algumas das maiores transações de sempre no mercado”, disse Pedro Lancastre, diretor geral da JLL.

Uma tendência que se deverá manter até final do ano, garantiu: “O mercado irá evoluir a um ritmo ainda mais forte, tendo em conta os negócios já concretizados e em pipeline de ativos que estão em negociação. Só os negócios acompanhados pela JLL ao longo do ano podem superar os 3.000 milhões de euros”.

Pedro Lancastre deixou, no entanto, um alerta, considerando que “a instabilidade legal e fiscal começa a ameaçar o mercado imobiliário”. Em causa estão as “sucessivas alterações previstas, especialmente as que se dirigem ao mercado residencial e que poderão ter um efeito devastador na confiança que os investidores têm no país”.