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PwC assessora Novo Banco na venda de imóveis de 500 milhões

Wikimedia commons
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Autor: Redação

A PricewaterouseCoopers (PwC) que, em 2017, auditou as contas do Novo Banco, vai agora assessorar a venda de imóveis do banco avaliados em 500 milhões de euros. Em causa está a operação Viriato 2, uma carteira composta sobretudo por imobiliário comercial e ativos industriais localizados na região de Lisboa.

A consultora foi a empresa que auditou os ativos que passaram para o balanço do Novo Banco aquando da venda de 75% do seu capital à Lone Star. Fonte da empresa disse ao Expresso “que todas as regras profissionais e deontológicas, incluindo as dos procedimentos de independência, bem como as normas internacionais da PwC, foram estritamente cumpridas”, escusando-se a comentar os trabalhos feitos para os clientes por “questões de confidencialidade”.

O banco está a apostar forte na venda de ativos tóxicos e limpeza do seu balanço. A primeira edição do “Project Viriato” rendeu 388 milhões de euros, um portefólio de 9.000 imóveis que incluía ativos imobiliários com usos residencial, incluindo estacionamentos, industrial, comercial e terrenos, e que foi vendida a fundos da americana Anchorage.

Há ainda o “Project Nata”, uma carteira de malparado de 2,15 mil milhões, que foi vendida em dezembro do ano passado à KKR e à LX Partners. Em andamento está, por outro lado, a venda do “Project Nata 2”, uma carteira de mil milhões de euros também em crédito malparado.

Helena Roseta, arquiteta e deputada independente, veio sugerir ao Estado, num discurso no Parlamento, a compra de prédios e casas que o ex-BES venha a vender a preço “de pechincha”. Roseta considera que na limpeza do balanço que o Novo Banco tem vindo a fazer “estão a ser vendidos ativos imobiliários não estratégicos ao desbarato e com grandes perdas, ao primeiro que se apresente".