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Ageas aposta forte no imobiliário português: quer investir mais 150 milhões até 2022

“De uma carteira de ativos de 450 milhões queremos passar para 600 milhões até 2022”, disse Gilles Emond, responsável pela área imobiliária do grupo.

Autor: Redação

O Grupo Ageas Portugal, que terá duas novas sedes no país em 2021, uma em Lisboa e outra no Porto – estão ainda em construção –, tem estado muito ativo a nível nacional em termos imobiliários. Uma tendência que se deve manter nos próximos anos, já que o grupo está a seguir com atenção os projetos de parceria público-privadas na área da habitação em Lisboa.

“De uma carteira de ativos de 450 milhões de euros queremos passar para 600 milhões de euros até 2022”, disse Gilles Emond, responsável pela área imobiliária do grupo, citado pelo Expresso

Segundo a publicação, os edifícios de escritórios, como a recente compra das Expo Towers no Parque das Nações, em Lisboa, para concentrar a atividade do grupo, são uma das vertentes do investimento. Mas há outros segmentos em vista, como por exemplo as residências para estudantes e para seniores. “Temos uma visão dinâmica do nosso portefólio de investimento, por isso vamos investir em novos imóveis e vender alguns”, adiantou o responsável.

Um dos imóveis que deverá deixar de integrar o portefólio do grupo Ageas, que detém as seguradoras Ageas Seguros, Ageas Pensões, Médis, Ocidental e Seguro Directo, é o edifício Rialto, no Porto. Trata-se de um prédio de oito andares de uso misto (habitação, escritórios e comércio). “Dentro de uma ou duas semanas deveremos concluir a venda do Rialto a um grupo português”, adiantou, sem revelar mais detalhes. “É um edifício antigo que precisa de reabilitação, e esse não é, de momento, o nosso foco”, acrescentou. 

Ageas torna-se acionista único da Kleya

Entretanto, o Grupo Ageas Portugal revelou, em comunicado, que comprou a totalidade do capital social da Kleya, um projeto que facilita e agiliza o processo de estabelecimento de estrangeiros que pretendam residir, trabalhar ou estudar em Portugal, prestando um apoio personalizado e transversal desde a consultoria de investimento, procura de casa, serviços de assistência (assistentes pessoais) a todo o tratamento burocrático. 

“Após a celebração da joint-venture com a Kleya em 2018, o Grupo Ageas Portugal reforça agora a sua participação nesta operação, contribuindo para a robustez da estratégia do Grupo. Na gestão da empresa, o Grupo continuará a contar com o conhecimento e experiência dos seus fundadores e acionistas anteriores – Vasco Silva e Alexandra Cesário”, lê-se no documento. 

Citado na nota, Steven Braekeveldt, CEO do Grupo Ageas Portugal, disse ter “a certeza de que este passo vai ser um importante contributo para posicionar o Grupo Ageas Portugal e para o desenvolvimento da estratégia e investimento em Portugal”. “Qualquer que seja a situação atual, Portugal continuará a ser um dos melhores países do mundo para viver e nós acreditamos no futuro dos negócios da Kleya”, afirmou.

Do lado da Kleya, Vasco Silva e Alexandra Cesário, fundadores da empresa, lembraram que a mesma “é uma referência no suporte a quem chega a Portugal para viver ou com o propósito de investimento”. “Juntamente com o Grupo Ageas Portugal vamos continuar a investir e a maximizar sinergias e assim consolidar um ecossistema que transmita confiança a todos os que fazem de Portugal o seu destino de eleição”, declararam.