Souto de Moura recebe "mais alta distinção" da Cultura em França

Arquiteto recebe as insígnias de comandante das Artes e Letras, “a mais alta distinção” atribuída pelo ministério francês da Cultura.
Souto de Moura premiado em França
Casa das Histórias de Paula Rego, um dos projetos assinados por Souto de Moura Wikimedia commons
Lusa
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O arquiteto português Eduardo Souto de Moura recebe esta terça-feira (30 de janeiro de 2024) as insígnias de comandante das Artes e Letras, “a mais alta distinção” atribuída pelo ministério francês da Cultura, pela sua “notável capacidade inventiva e génio técnico”.

“Já galardoado com o Prémio Pritzker em 2011, Eduardo Souto de Moura é um dos maiores arquitetos do nosso tempo”, indica o comunicado da Embaixada de França em Portugal.

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A condecoração distingue assim “o arquiteto que pôs em prática a sua notável capacidade inventiva e o seu génio técnico numa vasta gama de projetos em Portugal e no mundo”, como o estádio de Braga, o Metro do Porto, a Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais, e o teatro de Clermont-Ferrand.

A entrega das insígnias de “Commandeur des Arts et des Letres” a Souto de Moura será feita pela embaixadora de França em Portugal, Hélène Farnaud-Defromont, na próxima terça-feira, no edifício da embaixada, em Lisboa, às 17h30.

Nascido no Porto em 1952, Eduardo Souto de Moura formou-se em Arquitetura pela Escola de Belas Artes do Porto e iniciou a sua carreira trabalhando com Álvaro Siza.

Souto de Moura galardoado com vários prémios 

A sua carreira soma mais de uma dezena de prémios, como o Leão de Ouro da Bienal de Veneza, atribuído em 2018, e o Pritzker, o "Nobel da arquitetura", em 2011, pelo conjunto da obra.

Entre outras distinções, recebeu o Prémio da X Bienal Ibero-americana de Arquitetura e Urbanismo, em 2016, o Prémio Wolf de Artes, de Israel, em 2013, o Prémio Pessoa, em 1998, e o Prémio da Associação Internacional de Críticos de Arte - Portugal, em 1996.

Nos EUA, a sua carreira foi reconhecida pela Academia Americana de Artes e Letras, com o Prémio Arnold W. Brunner 2019.

Em setembro do ano passado, o arquiteto português recebeu a Medalha de Ouro do Círculo de Belas Artes de Madrid como “reconhecimento, por parte do mundo da cultura e das artes, de uma trajetória consistente e significativa que contribuiu para o desenvolvimento da humanidade através da arquitetura".

A Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais, o Estádio Municipal de Braga, a Torre Burgo, no Porto, o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em Bragança, a remodelação do Museu Nacional Grão Vasco, em Viseu, os interiores dos Armazéns do Chiado, em Lisboa, contam-se entre os seus projetos, assim como o pavilhão da Serpentine Gallery, nos jardins Kensington, em Londres, feito em parceria com Álvaro Siza, com quem iniciou a carreira, em 1981.

Em 2015-16, concebeu o projeto para o Teatro Nacional de Clermont-Ferrand, concluído em 2019.

Criada em 1957, a Ordem das Artes e das Letras (Ordre des Arts et des Lettres, no original) tem três níveis — cavaleiro, oficial e comandante —, e visa distinguir personalidades com mérito na criação ou atividade no meio artístico ou literário em França ou no mundo.

Souto de Moura junta-se assim a nomes como António Victorino d'Almeida, Amália Rodrigues, Catarina Vaz Pinto, Dulce Maria Cardoso, Joaquim Benite, Leonor Silveira, Lídia Jorge, Luís Miguel Cintra, Maria João Seixas, Tiago Rodrigues e Paulo Cunha e Silva.

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