Escritórios: setor respira saúde e confiança após a pandemia

Retoma é palavra de ordem, sendo que Portugal continua na mira de muitas empresas estrangeiras, sobretudo tecnológicas.
Arrendamento de escritórios em Lisboa
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O segmento de escritórios está de boa saúde e a recuperar “o tempo perdido” durante os últimos mais de dois anos, marcados por uma pandemia que colocou muitos portugueses em casa, em teletrabalho. Retoma é, então, palavra de ordem no setor, nomeadamente na Grande Lisboa, onde a ocupação de espaços quase triplicou num ano, nos primeiros quatro meses de 2022 face ao mesmo período do ano passado. Disso mesmo dão conta algumas das principais consultoras imobiliárias a operar no mercado, que confirmam que Portugal está no radar das multinacionais internacionais

Segundo o Expresso, que se apoia em dados da Cushman & Wakefield (C&W), verifica-se um crescimento homólogo de 191%, para 121.310 metros quadrados (m2) de ocupação na capital. Já a Savills aponta para um crescimento de 82% no número de operações fechadas

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“A pandemia não acabou com os escritórios. Veio alterar os hábitos de ocupação, o teletrabalho estabeleceu-se com sucesso. Hoje, ainda sob a ameaça da Covid-19, há uma grande adaptação às formas de trabalho híbrido”, diz Andreia Almeida, responsável de Research da C&W Portugal, citada pela publicação. 

A mesma responsável considera que há atualmente “uma retoma na procura de escritórios, também alimentada por uma demanda latente de muitos inquilinos à procura de espaços”. 

Escritórios em Lisboa
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Quando a guerra é uma “oportunidade”

Do lado da Savills, Alexandra Gomes, diretora de Research da consultora, enaltece o facto de terem sido fechados mais negócios nos primeiros quatro meses de 2022 do que em igual período do ano passado. “Foram fechadas operações de grande dimensão, com um peso de 64% no volume total de ocupação no primeiro quadrimestre e que vêm revelar a corrida competitiva aos melhores projetos que estão a ser lançados no mercado”. 

Um cenário que se deve manter ao longo do ano, sendo que esperar que os números se aproximem dos verificados no período pré-pandemia. “A guerra na Ucrânia abre caminho a uma nova oportunidade de canalização de empresas que outrora olhavam para a Europa de Leste para aí fixarem os seus centros de serviços partilhados”, antecipa Alexandra Gomes.

Tecnológicas estrangeiras piscam o olho a Portugal

Uma opinião que é partilhada por Mariana Rosa, diretora de Escritórios, Retalho, Industrial e Logística da JLL, que dá conta de um interesse cada vez maior das tecnológicas estrangeiras pelo mercado de escritórios nacional. “Duas empresas tecnológicas, com 200 postos de trabalho cada, uma sediada na Rússia e outra na Ucrânia, após um inquérito interno sobre o destino ideal para a relocalização, escolheram Portugal. A empresa russa acabou por escolher o Porto enquanto a da Ucrânia optou por Lisboa”, comenta, citada no mesmo artigo. 

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