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este é o ano ideal para comprar casa ou investir no arrendamento

especialistas entendem que em tempos de crise é possível fazer bons negócios
Autor: Redação

o facto de os bancos estarem a cortar na concessão de crédito à habitação, dificultando as condições de acesso dos empréstimos, não significa que esta seja uma altura má para comprar casa. pelo contrário. o mesmo se pode dizer no que diz respeito à aposta no mercado de arrendamento. “nunca é nos picos do mercado ou no fundo do ciclo que se fazem os grandes negócios. estamos claramente na ‘zona segura de investimento’ que irá estabilizar progressivamente o mercado”, considera ricardo sousa, director-geral da century 21

segundo o responsável, esta é a melhor altura para comprar casa ou investir no mercado imobiliário. “todos caímos na mesma armadilha de raciocínio. se o mercado está em alta, acreditamos que o preço vai continuar a subir e compramos. quando o mercado está em baixa, acreditamos que o preço vai continuar a baixar e não compramos...a verdade é que ninguém, muito menos nos dias de hoje, pode prever as alterações de ciclo económico e imobiliário”, adianta, citado pelo jornal i

menos optimista está luís lima, presidente da associação dos profissionais e empresas de mediação imobiliária de portugal (apemip), que prevê que este ano será difícil para todos os sectores, incluindo o imobiliário: “no mercado de compra e venda, deverá continuar a haver procura e oferta, mas a maior parte da procura interna continuará a ter dificuldades em ter acesso ao crédito à habitação e a ter receio de avançar com a compra de um imóvel num período em que a instabilidade laboral é tão grande”

perante esta situação, assegura luís lima, a procura pelo mercado de arrendamento tende a aumentar ainda mais. “há esperança de que as novas condições possam ajudar a dinamizar esta área de negócios [arrendamento], que tem fortes potencialidades para cativar o investimento externo, o que se torna fundamental para o mercado de reabilitação urbana e para o turismo residencial”, conta, salientando que para haver “uma verdadeira dinamização deste mercado, será necessário baixar os preços dos chamados arrendamentos novos, para valores competitivos face aos de uma prestação bancária de um crédito” à habitação