Notícias sobre o mercado imobiliário e economia

Preço das casas em Portugal sobe 13,3% em 2019 – supera pela primeira vez os 2.000 euros por m2

Lisboa continua a ser a cidade capital de distrito mais cara do país (4.607 euros por m2), segundo o índice de preços do idealista.

Gtres
Gtres
Autor: Redação

É caso para dizer que contra números não há argumentos: comprar casa é cada vez mais caro em Portugal. Em 2019, os preços subiram 13,3% face ao ano anterior, para 2.028 euros por metros quadrado (m2), segundo o índice de preços do idealista. É a primeira vez que é ultrapassada a barreira dos 2.000 euros por m2. 

De recordar que, no terceiro trimestre do ano passado, registou-se um abrandamento no aumento, em cadeia – face ao trimestre anterior –, de 2,5%. Subida essa que tinha sido de 4,5% no segundo trimestre e de 3,3% nos primeiros três meses de 2019.

Regiões

Todas as regiões assistiram a um aumento de preços em termos anuais – em 2019 face a 2018. A excepção é o Alentejo, onde desceram 0,4%. Destaque para a região Norte e para a Área Metropolitana de Lisboa (AML), que viram os preços subir 14,7%. Seguem-se, por esta ordem, a Região Autónoma da Madeira (8,1%), o Algarve (7,3%), a Região Autónoma dos Açores (1,9%) e o Centro (1,6%).

A AML, com 2.941 euros por m2, continua a ser a região mais cara, seguida pelo Algarve (2.209 euros por m2), Norte (1.658 euros por m2) e Madeira (1.556 euros por m2). Do lado oposto da tabela, ou seja, as regiões mais baratas, encontram-se, por esta ordem, Região Autónoma dos Açores (918 euros por m2), Alentejo (1.017 euros por m2) e Centro (1.045 euros por m2).

Distritos

Os preços subiram em 20 distritos – entre 23 analisados, contando com as ilhas da Madeira e dos Açores –, com os maiores agravamentos de custo em 2019 a terem lugar no Porto (16%), Setúbal (15,6%), Bragança (12,7%), ilha de Porto Santo (12,4%) e Lisboa (11,5%). No caso de Coimbra, a subida no último ano foi de 8,3%. 

Por outro lado, os preços das habitações desceram em Portalegre (-18%), Santarém (-3,6%) e Viana do Castelo (-1,5%).

O ranking dos distritos mais caros continua a ser liderado por Lisboa (3.276 euros por m2), sendo que o pódio fica completo com Faro (2.209 euros por m2) e Porto (1.918 euros por m2). Já os preços mais económicos encontram-se em Portalegre (635 euros por m2), Guarda (673 euros por m2) e Castelo Branco (683 euros por m2). 

Capitais de distrito/cidades

Os preços aumentaram em 17 capitais de distrito, com Aveiro (22,5%) a liderar a lista. Seguem-se Setúbal (19,9%), Ponta Delgada (13,5%), Braga (13,1%) e Coimbra (11,6%). Em Lisboa e Porto a subida foi de 10,4% e 6%, respetivamente.

Lisboa mantém-se como a capital de distrito onde é mais caro comprar casa, qualquer coisa como 4.607 euros por m2. Porto (2.779 euros por m2) e Faro (1.871 euros por m2) ocupam o segundo e terceiro lugares, respetivamente.

Já as cidades capitais de distrito mais económicas são Guarda (684 euros por m2), Castelo Branco (691 euros por m2) e Portalegre (724 euros por m2).

O índice de preços imobiliários do idealista

A partir do relatório referente ao primeiro trimestre de 2019, a metodologia de elaboração deste estudo foi atualizada. Após a incorporação do idealista/data no grupo idealista, foram introduzidas novas fórmulas de cálculo que contribuem para uma maior precisão na análise da evolução dos preços, particularmente em pequenas zonas. 

Por recomendação da equipa estatística do idealista/data, a fórmula para encontrar o preço médio foi atualizada: além de eliminar anúncios atípicos e com preços fora do mercado, calculamos o valor mediano em vez do valor médio. Com esta mudança, além de tornar o estudo mais próximo da realidade do mercado, homologamos a nossa metodologia com as que se aplicam em outros países para a obtenção de dados imobiliários. 

Incluímos ainda a tipologia “moradias unifamiliares” e descartamos todos os anúncios que se encontram na nossa base de dados e que estão há algum tempo sem qualquer tipo de interação pelos utilizadores. O relatório continua a ter como base os preços de oferta publicados pelos anunciantes do idealista. 

O relatório completo está disponível neste link.