A Deco preparou um guia para o idealista/news para ajudar os consumidores na hora de tomar a decisão.
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O que é melhor, ter casa própria ou arrendar uma? (Parte VI)
Sandy Millar on Unsplash

É, seguramente, um dos grandes dilemas das pessoas na hora de sair de casa dos país ou de ir viver para outra habitação. E atual momento do setor imobiliário não ajuda à tomada de uma decisão, tendo em contra que comprar e arrendar casa ficou (muito) mais caro nos últimos tempos. Afinal, o que será melhor, comprar ou arrendar casa? Tentamos ajudar-te a decidir com a ajuda da Deco – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor.

Antes de mais nada uma dica: se fizeres o necessário e depois o possível, não tarda estarás a fazer o “impossível”. 

Se todos identificamos a importância para a boa gestão das nossas finanças da elaboração de um orçamento, porque será que não o levamos à prática? Se a nossa vida financeira só teria a ganhar, porque continuamos a procrastinar? A questão que se coloca é: como conseguir atingir esse propósito? Se fosse fácil, ninguém precisaria de conselhos. O orçamento familiar constitui uma ferramenta importante para o equilíbrio das finanças pessoais.

Deixamos aqui algumas reflexões para que ponderes o interesse em cuidar melhor do teu orçamento. Depressa perceberás que um pequeno esforço lhe trará resultados enormes.

O futuro não pode ser previsto, mas podemos certamente planear para tentar garantir alguma estabilidade financeira no médio e longo prazo. O orçamento familiar não é apenas necessário para o dia a dia, mas também para ajudar a pensar no que poderá acontecer no futuro. 

Conversar com a família pode ajudar a estabelecer prioridades. Antes de tomares qualquer decisão no sentido de assumir um crédito tão importante e por longo período de tempo, como é o crédito à habitação, deves questionar-te: as minhas finanças estão “de boa saúde”? Que dívidas e responsabilidades tenho neste momento? Tenho um fundo de emergência para um qualquer imprevisto? E se ficar sem emprego ou se a taxa de juro aumentar e ficar a pagar uma prestação maior, estarei preparado para suportar todas as despesas? Todas estas questões são importantes para o diagnóstico da situação financeira e para te ajudar a tomar uma decisão ponderada.

Não será adequado fazer um grande investimento sem ter um contexto financeiro estável. Planeamento é, pois, algo que deves colocar em prática. Faz um orçamento e simula a situação futura. Se um dos teus objetivos é comprar casa, quanto precisas de dar de entrada e daqui a quanto tempo? E quanto precisas de poupar por mês até atingir esse objetivo? E que impacto mensal terá depois a prestação do crédito? E se tiveres já um crédito automóvel para pagar, suportarás todas as prestações? 

Financiar a compra de casa será um compromisso a 20 anos, pelo menos, e pode representar um terço dos teus gastos mensais. Procura ter uma casa que represente o menor custo possível. Se pesar muito no teu orçamento podes optar pelo arrendamento ou adquirir um imóvel mais barato. 

Pensar no futuro é algo básico no planeamento de um orçamento familiar. A compra de casa pode ser um objetivo a curto prazo se dispuseres de capacidade financeira para tal. Mas, se precisas de poupar para conseguir a entrada para comprar a casa dos teus sonhos, terás de quantificar esse objetivo, definir o prazo para o atingir e estabelecer um plano de poupança.

Começa já a planear as tuas finanças. Tens 3 passos importantes a dar antes de decidires comprar ou arrendar casa:

  1. Fazer um diagnóstico da tua situação financeira;
  2. Definir objetivos e fazer um plano financeiro;
  3. Elaborar um orçamento e avaliar.
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