Habitação digna. Este é incontornavelmente um dos temas que está na ordem do dia em Portugal, sobretudo depois do Governo ter apresentado o programa Mais Habitação, muito contestado pelos partidos da oposição e por vários players do setor imobiliário. Para Alexandre Poço, líder da JSD, as medidas anunciadas pelo Executivo são resultado de “desespero e desnorte”.
“Nos últimos anos, o Governo legislou, mas continua esta crise brutal. Agora, o Governo entrou em roda livre”, disse o também deputado – desde 2019 – do PSD, em declarações ao Expresso.
Considerando que a medida que prevê o arrendamento obrigatório de casas devolutas é “radical” e “perigosa”, Alexandre Poço considera que o Estado, que não sabe quantificar o seu património, mesmo sendo “o maior proprietário do país, quer obrigar outros proprietários privados a usar as suas casas independentemente da sua vontade”. Devia, nesse sentido, “ser o primeiro a dar o exemplo”, referiu.
Lamentou, ainda, o facto de o programa não contemplar qualquer “medida estrutural” para os jovens: "O [programa] Porta 65 fica ainda mais sobrecarregado. Não se soube nada de novo nas residências estudantis. E não há política a ir no sentido certo de ajudar na aquisição da primeira casa. Á semelhança de todos os programas, terá o mesmo resultado, que é nenhum”.
Alexandre Poço, que é militante do PSD desde os 17 anos – agora tem 30 –, considera, tal como muitos outros players do setor imobiliário, que “os jovens estão a viver uma situação dramática em Portugal”. “É dramático arrendar um quarto para vir estudar e é quase impossível comprar casa em Lisboa. Quase que não há semana que não receba emails com testemunhos disto mesmo”, revela, citado pela publicação.








Para poder comentar deves entrar na tua conta