Rendas das casas em Portugal voltaram a descer em fevereiro, consolidando a tendência dos últimos meses, mostra o idealista.
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Renda das casas em Portugal
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O mercado nacional de arrendamento está a dar sinais de estar a tornar-se mais acessível, depois de um período em que as casas para arrendar estavam a ficar cada vez mais caras. Prova disso é que em fevereiro de 2026, as rendas das casas em Portugal voltaram a descer na ordem dos 1,4%, face ao mesmo mês do ano passado, num contexto que continua a ser de elevada procura, mas que agora é acompanhada por um aumento da oferta de imóveis disponíveis para arrendar no país.

Os dados mostram assim que arrendar casa passou a ter o custo mediano de 16,2 euros por metro quadrado (euros/m2) no final do mês passado, afastando-se do máximo histórico de 17 euros/m2 registado em outubro de 2025. E, tal como indica o índice de preços do idealista, trata-se de uma tendência de rendas mais baratas, que se tem vindo a consolidar nos últimos meses, com a variação trimestral a situar-se numa quebra de preços na ordem dos 2,7%.

Lisboa com rendas a estabilizar – mas no Porto caem 2,5%

O preço das casas para arrendar aumentou em nove das 15 capitais de distrito (ou de regiões autónomas) analisadas e com amostras representativas. As maiores subidas anuais das rendas registaram-se em Bragança (16,9%), Coimbra (11,4%) e Leiria (10,4%). 

Com crescimentos das rendas das casas abaixo de dois dígitos está Viana do Castelo (9,8%), Setúbal (9,3%) e Ponta Delgada (9,2%). Observaram aumentos moderados das rendas em Castelo Branco (4,1%), Faro (3,2%) e Aveiro (2,3%). 

Em sentido contrário, registaram-se descidas anuais no custo de arrendar casa no Porto (-2,5%), Braga (-1,6%), Évora (-1,2%) e Viseu (-0,8%). Já em Lisboa (-0,5%) e no Funchal (0,5%), os preços mantiveram-se praticamente estáveis.

Lisboa continua a ser a cidade mais cara para arrendar casa, com um preço mediano de 21,7 euros/m2, seguida do Porto (16,8 euros/m2) e do Funchal (16,2 euros/m2). Logo depois surgem Faro (14,7 euros/m2), Setúbal (13,7 euros/m2), Coimbra (12,8 euros/m2), Évora (12,4 euros/m2), Aveiro (11,5 euros/m2) e Ponta Delgada (11 euros/m2). 

No segmento intermédio do custo de arrendamento habitacional está Braga (10,2 euros/m2), Viana do Castelo (9,5 euros/m2) e Leiria (9,3 euros/m2). As capitais mais económicas para arrendar casa continuam a ser Viseu (7,5 euros/m2), Castelo Branco (7,1 euros/m2) e Bragança (6,7 euros/m2).

Cinco distritos sentem rendas das casas a descer

Entre fevereiro de 2026 e o mesmo mês do ano anterior, os preços das casas para arrendar subiram em 13 dos 20 distritos e ilhas analisadas, mantiveram-se estáveis em dois territórios e desceram em cinco, mostra o idealista.

A maior subida anual das rendas das casas registou-se em Bragança (31,2%), seguida de Beja (24,2%), Castelo Branco (17,3%) e Coimbra (16,9%). Observaram-se ainda aumentos na ilha de São Miguel (8,9%), Leiria (6,8%), Aveiro (6%), Portalegre (5%), Setúbal (4,6%), Braga (4,3%), Viana do Castelo (3,7%), Santarém (3,5%) e Évora (2,8%). 

Já na ilha da Madeira (0,1%) e em Lisboa (-0,2%), os preços das casas para arrendar mantiveram-se estáveis. Em sentido contrário, as maiores descidas anuais das rendas foram sentidas na Guarda (-7%), Vila Real (-6,4%), Faro (-6,1%), Porto (-2,7%) e Viseu (-1,6%).

Lisboa lidera o ranking dos distritos e ilhas mais caros para arrendar casa, com um preço mediano de 20 euros/m2, seguida da ilha da Madeira (15,7 euros/m2) e do Porto (15 euros/m2). Logo depois surgem Faro (14,9 euros/m2) e Setúbal (14,5 euros/m2). 

Com valores das rendas iguais ou acima dos 10 euros/m2 encontram-se ainda Coimbra (11,9 euros/m2), Beja (11,7 euros/m2), São Miguel (11,7 euros/m2), Évora (11,5 euros/m2), Braga (10,3 euros/m2), Aveiro (10,1 euros/m2) e Leiria (10 euros/m2). 

No segmento intermédio de preços no arrendamento habitacional surgem Viana do Castelo (9,2 euros/m2), Santarém (8,7 euros/m2) e Castelo Branco (8,3 euros/m2). Os distritos mais económicos para arrendar casa continuam a ser Viseu (7,2 euros/m2), Bragança (7,2 euros/m2), Vila Real (7,1 euros/m2), Portalegre (7 euros/m2) e, por fim, a Guarda (6,3 euros/m2).

Rendas das casas recuam 6,1% no Algarve e 3,3% no Norte

Nos últimos 12 meses, os preços das casas para arrendar subiram em quatro das sete regiões portuguesas analisadas, desceram em duas e mantiveram-se estáveis numa, mostram ainda os dados do idealista.

As maiores subidas anuais das rendas das casas registaram-se no Centro (8,8%), seguido da Região Autónoma dos Açores (4,6%) e do Alentejo (3,3%). A Região Autónoma da Madeira (0,8%) apresentou um aumento ligeiro. Já a Área Metropolitana de Lisboa, as rendas mantiveram-se estáveis (-0,2%). Em sentido contrário, verificaram-se descidas anuais no Algarve (-6,1%) e no Norte (-3,3%).

A Área Metropolitana de Lisboa mantém-se como a região mais cara do país para arrendar casa, com um preço mediano de 19,4 euros/m2. Seguem-se a Região Autónoma da Madeira (15,7 euros/m2), Algarve (14,9 euros/m2), Norte (13,7 euros/m2) e Alentejo (11,6 euros/m2). As regiões mais acessíveis para arrendar uma habitação continuam a ser a Região Autónoma dos Açores (10,7 euros/m2) e o Centro (10,1 euros/m2).

Arrendar casa em Portugal
Rendas das casas mais baratas no Algarve Getty images

Índice de preços imobiliários do idealista

Para a realização do índice de preços imobiliários do idealista, são analisados ​​os preços de oferta (com base nos metros quadrados construídos) publicados pelos anunciantes do idealista. São eliminados da estatística anúncios atípicos e com preços fora de mercado. 

Incluímos ainda a tipologia “moradias unifamiliares” e descartamos todos os anúncios que se encontram na nossa base de dados e que estão há algum tempo sem qualquer tipo de interação pelos utilizadores. O resultado final é obtido através da mediana de todos os anúncios válidos de cada mercado. 

O relatório completo encontra-se em: https://www.idealista.pt/media/relatorios-preco-habitacao/arrendamento/

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