Aceitar herança com imóveis: Governo propõe recuo de prazo para 2 anos

Proposta do Governo sobre heranças também diz que testamenteiro poderá ter prioridade em assumir funções como cabeça de casal.
Prazo para aceitar heranças com imóveis
Foto de Kampus Production no Pexels

O Governo quer avançar com uma “reforma profunda do direito sucessório” para dar resposta à crise habitacional que existe em Portugal. A proposta de autorização legislativa do Governo sobre esta matéria inclui a redução do prazo para aceitar heranças de dez para dois anos. E propõe ainda que o testamenteiro possa ter prioridade em assumir funções como cabeça de casal.

A proposta de autorização legislativa sobre heranças indivisas do Governo de Montenegro já foi entregue ao Parlamento na semana passada, trazendo várias novidades nos detalhes. Recorde-se que o principal mecanismo que se quer introduzir visa permitir que um único herdeiro possa forçar a venda de um imóvel indiviso sem a concordância dos outros herdeiros. 

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Outra alteração ao direito sucessório que o Governo pretende introduzir, segundo o Público, diz respeito à redução do prazo legal para aceitar uma herança, diminuindo-o dos atuais dez anos para apenas dois anos, contados a partir do momento em que um herdeiro tem conhecimento da herança. 

Além disso, o Executivo da AD propôs ainda que o testamenteiro — ou seja, pessoa designada pelo autor de uma herança para administrá-la e garantir a sua partilha — poderá vir a sobrepor-se a qualquer outro herdeiro (incluindo o cônjuge viúvo) para assumir funções de cabeça de casal, se o autor da herança assim o decidir previamente no testamento, lê-se no jornal.

Atualmente, o Código Civil diz que o cabeça de casal – o responsável por administrar a herança – é definido consoante uma hierarquia, sendo que em primeiro lugar está o cônjuge viúvo herdeiro casado em comunhão de bens. Em segundo, está o testamenteiro nomeado. E, por último, os "parentes que sejam herdeiros legais" e os "herdeiros testamentários", cita o mesmo diário.

De salientar que todas estas alterações ao direito sucessório propostas pelo Governo da AD estão pendentes de aprovação no Parlamento, devendo ser votadas em breve. E não há garantia de que obterão luz verde, já que o Executivo não conta com maioria parlamentar.

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