Arrendar casa em Portugal: procura cresce 20% no último ano

Porto registou maior subida na atratividade das casas para arrendar (+82%), mostra idealista. Em Lisboa, o interesse cresceu 24%.
Procura de casas para arrendar em Portugal
Magnific

O mercado de arrendamento em Portugal está a viver um momento particular. Depois de uma tendência de subida generalizada dos preços a nível nacional, marcado por baixo stock face à alta procura, identificam-se agora dinâmicas distintas em termos regionais. Com os incentivos à compra de casa, as transações ganharam força de forma global, levando a uma quebra de 2,4% nas rendas das casas no país, mesmo num contexto de menos 13% de produto disponível. No entanto, localmente há mercados, sobretudo nas grandes cidades, que continuam a despertar interesse e onde a pressão da procura continua forte, podendo dizer-se que as casas "voam" (11% em menos de 24 horas).

A análise mais recente do idealista mostra isto mesmo: cada casa anunciada recebeu, em média, 24 contactos no primeiro trimestre de 2026, mais 20% face ao mesmo período do ano anterior, segundo os dados do principal marketplace imobiliário do sul da Europa.

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“Os dados revelam que a procura por casas para arrendar continua bastante acima da oferta disponível em várias zonas do país. A pressão sobre o mercado mantém-se elevada, sobretudo nos grandes centros urbanos, onde continua a existir forte competição entre famílias por cada casa anunciada”, aponta Ruben Marques, porta-voz do idealista.

Quais as cidades com maior procura por casas para arrendar?

No primeiro trimestre do ano, as capitais portuguesas onde se registaram as maiores médias de contactos por anúncio no arrendamento habitacional foram: Leiria, com 31 contactos, seguida de Santarém (29), Faro (27), e Beja e Castelo Branco (ambos com 26 interessados por cada habitação anunciada no portal imobiliário).

Com níveis elevados de procura de casas para arrendar encontram-se ainda Ponta Delgada (23), Setúbal (23), Lisboa (21), Bragança (21) e Porto (20). Évora e Funchal registaram 19 contactos por anúncio, enquanto Aveiro e Viseu atingiram 17 contactos e Braga ficou nos 16.

Num patamar intermédio surgem Coimbra e Viana do Castelo (14). Guarda e Vila Real registaram 12 contactos por anúncio, sendo as capitais com menor pressão da procura no período analisado.

A procura por casas para arrendar não evoluiu de forma homogénea no último ano. A mesma análise do idealista revela que a média de contactos por anúncio aumentou em nove grandes cidades e diminuiu em oito, enquanto Bragança e Ponta Delgada mantiveram-se estáveis face ao mesmo período do ano passado.

A maior subida da procura no mercado de arrendamento residencial registou-se no Porto, com um aumento de 82%, seguindo-se Beja (30%), Coimbra (27%), Lisboa (24%) e Leiria (15%). Destacam-se ainda Faro e Viana do Castelo (ambos com aumento de 8%), Aveiro (6%) e Castelo Branco (4%). 

Por outro lado, a maior quebra de interesse por casas para arrendar ocorreu em Vila Real (-33%), seguida da Guarda (-25%), Évora (-24%), Santarém (-24%), Setúbal (-18%), Viseu (-15%) e Funchal (-14%). Também se registou um recuo em Braga (-6%). 

Distritos do Porto e Lisboa em destaque na subida da procura no arrendamento

Ao nível dos distritos e ilhas, Setúbal registou a maior média de contactos por anúncio no primeiro trimestre do ano, com 30 contactos, seguido de Lisboa (27), Bragança e Portalegre (23) e Leiria, Porto e Santarém (22). O distrito com menos contactos por anúncio foi Viana do Castelo, com apenas 13.

A maior subida da procura de casas para arrendar foi registada no distrito do Porto, onde o número médio de contactos por anúncio aumentou 57% face ao mesmo período do ano anterior. Lisboa também apresentou um crescimento expressivo (23%), seguida de Coimbra (17%), Beja (14%) e Braga (6%).

Em sentido contrário, as maiores quedas da procura de casas para arrendar no último ano verificaram-se em Portalegre (-31%), Évora (-29%), Santarém (-24%) e na ilha da Madeira (-18%). Em Faro e em Viana do Castelo este indicador manteve-se estável neste período.

Metodologia

Dados recolhidos e analisados pelo idealista/data, a proptech do idealista que fornece informações destinadas a profissionais para facilitar a tomada de decisões estratégicas, em Portugal, Espanha e Itália. O idealista/data utiliza todos os parâmetros da base de dados do idealista em cada país, bem como outras fontes de dados públicas e privadas para oferecer serviços de avaliação, investimento, angariação e análise de mercado.

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