Novo megaprojeto para Pedreira do Alvito em Lisboa inclui 547 casas

Projeto de loteamento deste empreendimento em Alcântara está em discussão pública até 21 de julho. Vai haver rendas controladas.
Projeto imobiliário para Pedreira do Alvito
Projeto imobiliário para Pedreira do Alvito, Alcântara Créditos: Câmara Municipal de Lisboa

Há mais de 20 anos que se tem falado em dar uma nova cara à Pedreira do Alvito, em Alcântara, Lisboa. Agora, surgiu um novo megaprojeto imobiliário que inclui quase 550 casas, 25% das quais com rendas limitadas. Para já, o projeto de loteamento deste empreendimento está em discussão pública até 21 de julho.

Este megaprojeto para a Pedreira do Alvito prevê, agora, a construção de 11 lotes com 547 fogos de habitação, sendo que 137 vão ter “valor máximo de renda” (25% do total). Ainda estão previstos novos espaços de comércio, serviços, estacionamento privado e público, bem como a cedência de áreas para espaços verdes e equipamentos de utilização coletiva, explica a Câmara Municipal de Lisboa na sua página oficial.

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Antes de iniciar a construção deste projeto, há que avançar com a operação de loteamento e obras de urbanização deste terreno que possui quase 14 hectares. Segundo a autarquia da capital, está em discussão pública até 21 de julho “a operação de loteamento que concretiza o programa e o desenho urbano previsto para o local no Plano de Pormenor da Pedreira do Alvito (PPPA)”. 

Casas na antiga Pedreira do Alvito
Projeto imobiliário para Pedreira do Alvito, Alcântara Créditos: Câmara Municipal de Lisboa

“A operação de loteamento em análise abrange a área delimitada pela unidade de execução definida no PPPA, bem como uma parcela a norte (…), num total de 133.430 m2, constituída por terrenos pertencentes a três proprietários: EMGI Investment Group, o município de Lisboa e Estado português”, lê-se ainda no sumário executivo. 

Sabe-se também que o projeto de arquitetura deste megaempreendimento é assinado por Frederico Valsassina e que será imobiliária chinesa EMGI que deverái levar a cabo a sua promoção, num investimento não revelado.

Recorde-se que foi em 2019 uma das últimas vezes que se ouviu falar de um projeto para a antiga pedreira, altura em que o EMIGI Group comprou ao BCP o terreno e revelou que iria ali desenvolver um megacomplexo imobiliário também com habitação, desembolsando cerca de 300 milhões de euros.

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