Lisboa aprova construção de 12 casas para cooperativa em Benfica

Lisboa avança com concurso para uma cooperativa edificar 12 casas em Benfica, no âmbito do Programa Cooperativas 1.ª Habitação.
Benfica, Lisboa
Vitor Oliveira CC BY-SA 2.0 Creative commons
Lusa
Lusa

A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou esta terça-feira (dia 29 de julho de 2025) a proposta da Câmara para a abertura de um concurso público para atribuição de um terreno municipal em Benfica a uma cooperativa para construção de um edifício com 12 habitações.

A proposta foi viabilizada com os votos contra do BE, a abstenção do Livre e da IL e os votos a favor de PEV, PCP, PS, PSD, MPT, PPM, Aliança, CDS-PP e Chega.

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Em causa está o lançamento de um concurso para a construção de 12 habitações sem fins lucrativos na Rua da Venezuela, na freguesia de Benfica, no âmbito do Programa Cooperativas 1.ª Habitação.

De acordo com a câmara, o terreno municipal em Benfica já tem projeto aprovado e pronto para iniciar a construção e “será cedido à cooperativa que vier a ser selecionada, em direito de superfície, por 90 anos”.

Subscrita pela liderança PSD/CDS-PP, que governa sem maioria absoluta, a proposta aprovada pela câmara em 2 de julho acolheu contributos dos vereadores do PCP e do PS, nomeadamente para permitir “condições de candidatura mais favoráveis”.

A alteração do PCP pretende “inviabilizar a utilização de preços especulativos em situações de alienação dos fogos por parte de cooperantes”, enquanto a proposta do PS é para que os coeficientes de ponderação na escolha da cooperativa privilegiem candidatos a primeira habitação e que se crie um regulamento para a atribuição de terrenos/edifícios para a construção, reabilitação e exploração por cooperativas.

No âmbito da votação na assembleia, a IL disse que apoia a existência de cooperativas, mas ressalvou que é contra o anterior modelo que punha como critério primordial a posse coletiva, referindo que a majoração proposta nesse sentido justifica a abstenção.

Por proposta da gestão PSD/CDS-PP, os deputados municipais viabilizaram a alienação dos lotes e das habitações autoconstruídas resultantes do alvará de loteamento das cooperativas do Beato, proposta que teve a abstenção de BE, Livre, PEV, PCP e da deputada independente Daniela Serralha (dos Cidadãos Por Lisboa, eleitos pela coligação PS/Livre).

A assembleia aprovou ainda, com o voto contra de Daniela Serralha e a abstenção do Livre, o procedimento de regularização do Bairro Horizonte, na freguesia da Penha de França, com os critérios de determinação do direito à aquisição dos lotes e frações autónomas, assim como os valores de venda.

Por unanimidade, o órgão deliberativo do município decidiu autorizar a câmara a celebrar um contrato-promessa de constituição de um direito de superfície a favor da associação TC - Teatro Carnide, sobre uma parcela de terreno municipal com a área de 2.779,67 m², na Avenida do Colégio Militar, para construção do futuro Polo Cultural de Carnide.

Os deputados viabilizaram também a atribuição de subsídio à exploração à União das Cidades Capitais Luso-Afro-Américo-Asiáticas (UCCLA), no montante de 203 mil euros, e à Casa da América Latina, no valor de 80 mil euros.

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