Governo vende antiga sede da Presidência do Conselho de Ministros

São cerca de 10 os imóveis do Estado que o Governo quer vender para reinvestir em habitação. Há novidades no mercado de arrendamento.
Antiga sede da Presidência do Conselho de Ministros
Antiga sede da Presidência do Conselho de Ministros, na Rua Professor Gomes Teixeira, em Lisboa Google Maps

A habitação volta a estar na mira do Governo, que agendou para esta quinta-feira (18 de setembro de 2025) e para próxima (25 de setembro de 2025) dois conselhos de ministros seguidos sobre o tema. Na ordem do dia, já esta quinta-feira, estará a aprovação da venda de cerca de dez imóveis do Estado, entre os quais a antiga sede da Presidência do Conselho de Ministros (PCM), em Campo de Ourique (Lisboa). É lá, de resto, que se realiza, a título simbólico, o conselho de ministros desta quinta-feira.

Segundo o Público, o Executivo deverá aprovar a colocação à venda daquela que foi sede da PCM, prevendo-se a alienação de cerca de uma dezena de imóveis em mercado livre, incluindo edifícios do Ministério da Educação. A receita será sobretudo canalizada para financiar políticas públicas de habitação.

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Relativamente ao mercado de arrendamento acessível, está previsto que o Executivo liderado por Luís Montenegro aprove o procedimento para o lançamento de Parcerias Público-Privadas (PPP) em cerca de 15 imóveis do Estado. O objetivo é incentivar o setor privado a investir e explorar os ativos em questão mediante regras pré-estabelecidas pelo próprio Governo, escreve a publicação.  

Na calha está também o anúncio (esperado) da disponibilização da linha de crédito de 1.340 milhões de euros do Banco Europeu de Investimento (BEI) destinada a construir e reabilitar cerca de 12 mil habitações acessíveis em Portugal. Um novo envelope europeu que será destinado aos municípios que podem contratar empréstimos até 2030.

Alterações à vista na lei do arrendamento

No horizonte está também a introdução de alterações à lei do arrendamento. De acordo com o ECO, o plano do Governo para flexibilizar e dinamizar o mercado deverá ser aprovado já esta quinta-feira, com medidas de cariz fiscal e linhas de financiamento à construção e outras soluções financeiras, 

Entre as medidas que estão a ser estudadas está o fim do limite dos 2% para o aumento das rendas nos novos contratos de arrendamento de imóveis que estavam no mercado nos cinco anos anteriores, bem como a simplificação e facilitação dos despejos em caso de incumprimento no pagamento de rendas.

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