Arrendamento de casas: registados mais de 4.500 crimes em três anos

Segundo a PSP, em 2023, foram registados 1.542 crimes de burla por falso arrendamento. Em 2024, foram 1.511 e, no ano passado, 1.500.
Burlas imobiliárias
Foto de Zan Lazarevic na Unsplash
Lusa
Lusa

A Polícia de Segurança Polícia (PSP) registou nos últimos três anos 4.553 crimes de burla por falso arrendamento de casas, deixando um alerta à população para a adopção de comportamentos de segurança.

Em comunicado, a PSP indica que, em 2023, foram registados 1.542 crimes de burla por falso arrendamento. Em 2024, foram 1.511, e, no ano passado, 1.500. Os dados apontam para uma ligeira descida no número de ocorrências participadas desde 2023, com esta tendência a verificar-se também no primeiro trimestre de 2026.

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"Ao observar os números do primeiro trimestre de 2026 [325] e comparando-os com o período homólogo de 2025 [361], é possível constatar uma diminuição de cerca de 10%, o que, em valores absolutos, corresponde a menos 36 denúncias registadas", segundo os dados da força de segurança.

Na nota, a PSP destaca que o crime de burla tem vindo a verificar uma crescente expressão na sequência da evolução digital, cujos métodos usados não são facilmente detectáveis. "No universo de fraudes informáticas, as burlas em plataformas de alojamento online tornaram-se um problema crescente, cujo esquema fraudulento induz as vítimas a pagar antecipadamente por imóveis inexistentes ou já ocupados, acreditando estar a garantir uma reserva legítima", destaca a PSP.

Estes esquemas ocorrem frequentemente através de anúncios online e classificados de jornais, oferecendo acomodações e preços atrativos, muitas vezes com imagens e endereços reais. A PSP conta que os burlões estabelecem contacto por email ou telefone, negoceiam o pagamento e instruem as vítimas a transferir dinheiro, seja via transferência bancária, cheque ou envio de numerário. No final, a vítima perde o montante enviado e nunca tem acesso ao imóvel prometido. O suspeito retira o anúncio da Internet, desliga todos os contactos que usou no processo e deixa de responder emails.

O que recomenda a PSP fazer?

Assim, a PSP recomenda à população procurar sites, jornais ou empresas de classificados que garantam a confirmação da veracidade dos anúncios neles publicados, a desconfiar de preço abaixo do valor de mercado e a pesquisar os dados do imóvel na Internet (morada, designação do condomínio, dados e contactos do anunciante, entre outros). Aconselha igualmente que sejam pedidos dados adicionais sobre a habitação: fotos do interior, cópia de contratos de fornecimento de electricidade, luz ou gás, conferindo os dados de identificação e endereço indicado, e a pesquisar imagens no anúncio a fim de verificar se são verdadeiras.

A PSP recomenda ainda à população verificar se o nome que está associado ao IBAN fornecido para o pagamento coincide com o do proprietário ou empresa ou anunciante, a evitar qualquer tipo de transferência monetária para pessoas que anunciam o arrendamento de imóveis na Internet sem que esteja certo que o anunciante é legítimo, e a guardar todas as trocas de emails, fotografias e mensagens.

Recentemente, a Guarda Nacional Republicana (GNR) lançou também um alerta à população por causa das burlas na aquisição e arrendamento de casas, numa altura em que se aproxima a época de férias, especialmente através de plataformas digitais, recomendando procedimentos de segurança preventivos. A GNR indica que, em 2025, registou 725 burlas na aquisição e arrendamento de casas, e que entre 2024 e 2025 deteve três suspeitos ligados a estas actividades ilícitas.

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