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Governo reforça fiscalização nos centros comerciais de Lisboa e Vale do Tejo

Das 8.600 lojas que integram os shoppings associados da Associação Portuguesa de Centros Comerciais, 8.483 (99%) estão em funcionamento.

Kit Suman on Unsplash
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Autor: Redação

O Governo vai apertar a fiscalização nos centros comerciais de Lisboa e Vale do Tejo a partir desta terça-feira (23 de junho de 2020), nomeadamente no que diz respeito ao número de pessoas a circular dentro destes espaços. Uma medida tomada na sequência do elevado número de casos de Covid-19 que se têm registado na região. Das 8.600 lojas que integram os shoppings associados da Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC), 8.483 estão em funcionamento, o que significa que 99% destes espaços estão de portas abertas ao público.

“Relativamente aos centros comerciais, é necessário que tenham maior atenção – e vão ser mais fiscalizados – quer no controlo do número de entradas, para que sejam estritamente cumpridas as regras de presença de pessoas por metro quadrado (m2), quer no controlo de circulação dentro dos centros comerciais”, disse António Costa, esta segunda-feira (22 de junho de 2020), depois de se ter reunido com 15 autarcas da Área Metropolitana de Lisboa (AML).

Segundo o ECO, que cita o primeiro-ministro, todos os centros comerciais “têm de ter circuitos de circulação unidirecional”, sendo que os mesmos “têm de ser respeitados”.  

Entretanto, a APCC revelou, em comunicado, que das 8.600 lojas que integram os centros comerciais seus associados, 8.483 estão em funcionamento, ou seja, 99% destes espaços estão de portas abertas. 

“Estes números são reflexo da relação de cooperação entre os centros comerciais e os seus lojistas, assumida desde a primeira hora neste momento desafiante, e demonstram a capacidade do setor de trabalhar em conjunto para contribuir para a retoma da economia e a preservação do emprego”, disse António Sampaio de Mattos, presidente da APCC, que representa 93 conjuntos comerciais e mais de 90% da área bruta locável total existente em Portugal.

Uma semana depois da reabertura total dos centros comerciais na AML, o responsável faz um balanço positivo da retoma da atividade nestes espaços, tal como já tinha acontecido no resto do país desde 1 de junho, elogiando o comportamento responsável dos visitantes e reiterando que os operadores e os lojistas realizaram investimentos significativos para continuar a garantir a segurança de visitantes e colaboradores das lojas, cumprindo as regras estabelecidas por todas as entidades governamentais e de saúde.

“Os dados de que dispomos mostram que o tráfego se mantém abaixo das lotações máximas definidas por lei, mas revelam que os visitantes têm confiança nos centros comerciais e estão a regressar. Ainda temos um caminho a fazer para chegar aos níveis pré-pandemia, mas estamos optimistas. Temos assistido a um comportamento responsável da parte de todos, que agradeço e elogio, e que contribui para que os centros comerciais continuem a demonstrar que são espaços seguros, onde o risco de contágio do novo coronavírus está minimizado”, acrescentou António Sampaio de Mattos, citado no documento.

De recordar que os centros comerciais estão a cumprir a exigente limitação de um máximo de cinco visitantes por cada 100 m2 de área destinada ao público, garantindo o distanciamento social e o uso de máscara por todos, e reforçaram medidas de higiene e segurança em linha com o definido pela Direcção-Geral da Saúde (DGS).