Habitação em Portugal e no Brasil: quais as diferenças e semelhanças?
Há cada vez mais cidadãos brasileiros a chegar a Portugal, procurando qualidade de vida e segurança para as suas famílias. Mas, quando aterram no nosso país, deparam-se com um problema de acesso à habitação, agravado pelos elevados preços das casas, falta de oferta e altos juros nos créditos habitação. E esta é uma questão que não se coloca no Brasil, um país que está, aliás, entre os mais acessíveis no que diz respeito à compra de casa. Esta é uma grande diferença entre os mercados residenciais em Portugal e no Brasil. Mas há outras: há mais oferta de casas novas no Brasil e a mediação imobiliária precisa de ser profissionalizada, apontam os especialistas ouvidos pelo idealista/news.
Preços das casas em Portugal em risco de cair por descida da procura
Num contexto internacional marcado pelas tensões geopolíticas na Ucrânia e no Médio Oriente, incerteza quanto à duração da restritividade da política monetária do Banco Central Europeu e deterioração das perspetivas económicas, “a probabilidade de uma correção de preços no mercado imobiliário residencial tende a aumentar”, avisa o Banco de Portugal (BdP). E tudo isto “faz aumentar o risco de crédito da carteira de crédito habitação”. Mas a escassa oferta de casas deverá mitigar o impacto da redução da procura sobre os preços.
Venda de casas e investimento em risco com conflito no Médio Oriente?
O conflito armado no Médio Oriente já dura há mais de um mês, deixando um rasto de destruição em Israel e na Faixa de Gaza e somando milhares de mortos e feridos em ambos os territórios. Mas os efeitos desta guerra não se fazem sentir apenas localmente. Atravessam oceanos e continentes, impactando a economia e os negócios na Europa e em Portugal, através do aumento dos custos da energia, das matérias-primas, da inflação e dos juros, e contribuindo para um arrefecimento do desenvolvimento económico, que acaba por sentir-se na vida das famílias a vários níveis. Nomeadamente, há risco de o conflito no Médio Oriente ter efeitos também no universo da habitação e do imobiliário, traduzindo-se na subida dos custos da construção, no aumento dos juros do crédito habitação, na redução da venda de casas e ainda na queda de investimento imobiliário, agudizando a crise habitacional que se vive em Portugal e na Europa, tal como antecipam vários especialistas ouvidos pelo idealista/news.
Portugal é o 3.º país do mundo onde é mais difícil comprar casa
O acesso à habitação está a deteriorar-se em Portugal. Além da falta de casas disponíveis no mercado para uma elevada procura, que tem elevado os preços da habitação, o país depara-se agora com um poder de compra pressionado pela inflação e ainda pelas taxas de juros elevadas nos créditos habitação. Este cenário levou Portugal a ser considerado o terceiro país no mundo onde é mais difícil comprar casa num estudo que analisa os mercados de 56 países.
"O vendedor de uma casa só pode controlar duas coisas: o preço e imagem"
Reconhecida como uma das 100 pessoas mais influentes na indústria de home staging do mundo, mais de 6.600 propriedades já passaram pelas mãos de Jennie Norris durante os 21 anos em que se dedica a esta ferramenta de marketing imobiliário, através da qual as casas são preparadas antes de colocá-las n
Governo da Grécia coloca casas no mercado para reduzir preços
A crise imobiliária gerada pela falta de oferta de casas para uma alta procura afeta vários países da Europa. E um deles é mesmo a Grécia, onde os preços das casas estão a aumentar, depois da queda registada na crise de 2008. Para contrariar esta tendência, o Governo grego vai colocar “centenas de milhares” de apartamentos antigos ou fechados no mercado residencial do país.
Preços das casas em Tóquio disparam para níveis da bolha de 1980
Os preços das casas em Tóquio estão a atingir níveis nunca antes vistos desde a bolha imobiliária de 1980. Segundo dados da consultora Tokyo Kantei, o preço por m2 atingiu 1,62 milhões de ienes (10.247 euros) no terceiro trimestre de 2023, um valor acima do máximo de 1,4 milhões de ienes (8.861 euros) registado em 1990. E o preço médio dos novos apartamentos atingiu um recorde, chegando aos 88,7 milhões de ienes (560 mil euros) no primeiro semestre. A UBS alerta que a habitação tornou-se inacessível para a maioria da população da cidade.
Raio-x à crise da habitação em Portugal no fim da era de António Costa
Ao fim de quase oito anos em funções como primeiro-ministro e, precisamente, um mês depois de o polémico pacote Mais Habitação entrar em vigor, António Costa apresentou, de forma inesperada e devido a uma investigação judicial, a sua demissão ao Presidente da República, que a aceitou de imediato, mas só a vai formalizar depois da aprovação do Orçamento de Estado para 2024 (OE2024). A decisão foi comunicada ao país por Marcelo Rebelo de Sousa esta quinta-feira, quando também anunciou que vai, depois disso, dissolver o Parlamento e convocar eleições antecipadas para o dia 10 de março. Isto significa que a proposta do OE2024 do Governo ainda em funções, com votação final agendada para 29 de novembro, tem aprovação garantida pela maioria socialista e vai viabilizar, nomeadamente, algumas das medidas de apoio do Mais Habitação - o polémico programa que o Executivo de Costa desenhou para dar resposta à crise na habitação, mas que foi contestado tanto pela opinião pública, partidos da oposição e pelo setor imobiliário, e cujos resultados estão ainda por ver.
Para comprar casa agora nos EUA é preciso ganhar 114 mil dólares/ano
Atualmente, para poder suportar a compra de uma casa média nos EUA, cujo valor ronda os 412 mil dólares (388 mil euros), e respeitar a taxa de esforço com habitação de 30%, os americanos precisam de ganhar 114 mil dólares por ano (107 mil euros). Isto tendo em conta uma entrada de 20% e as atuais taxas de juro de 7,2%, segundo dados da imobiliária Redfin Corp. Este cenário está a tornar inacessível a compra de uma casa para a maioria, sendo que o salário médio no país é de 70.000 dólares (66.000 euros).
Casas à venda em Portugal: preços caíram em 8 grandes cidades
A venda de casas em Portugal está a arrefecer em 2023. E a redução da procura, motivada pela perda de poder de compra, bem como pela subida dos juros nos créditos habitação, ajuda a explicar o facto de os preços das casas em Portugal estarem a estabilizar há, pelo menos, quatro meses seguidos, outubro inclusive. Mas, olhando para a realidade do país em detalhe, verifica-se que houve oito capitais de distrito onde os preços das casas caíram, Porto incluído (-0,5%), segundo o índice de preços do idealista. E, por outro lado, observa-se também que as casas continuam mais caras em nove grandes cidades, com a Guarda a liderar as subidas (4,3%).
Rendas das casas batem recordes nas grandes cidades do sul da Europa
De Lisboa a Roma, passando por Madrid e Barcelona. Os preços das casas para arrendar nas seis principais cidades do sul da Europa bateram valores recorde em setembro, segundo os dados mais recentes do idealista, que está presente nos três países. As rendas das casas mais elevadas foram observadas em Milão, Lisboa e Barcelona, estando todas acima dos 20 euros por metro quadrado (euros/m2). E o Porto e a capital portuguesa destacaram-se por apresentarem as subidas das rendas mais expressivas em termos anuais.
Casas acessíveis em Lisboa? Preços têm de cair 17%, diz Moody's
Perante o atual contexto económico, a Moody’s prevê que haja uma queda nos preços das casas à venda nas principais cidades europeias. Mas não será o suficiente para melhorar a acessibilidade da habitação, já que não vai compensar o aumento do custo de vida, nem a subida dos juros nos créditos habitação. No caso de Lisboa, a agência de notação financeira estima que os preços das casas têm de cair na ordem dos 17% para que haja realmente uma melhoria no acesso à compra de casa na capital portuguesa.
Youtubers alimentam crise imobiliária em Andorra
O pequeno Principado de Andorra atravessa aquela que pode ser a mais estranha crise habitacional da Europa. A região tornou-se um destino popular para estrelas das redes sociais, como Youtubers, levando os legisladores a propor novos regulamentos imobiliários.
Comprar casa em Portugal: estes são os 10 municípios mais baratos
Hoje, as famílias deparam-se com um elevado custo de vida, preços das casas em alta e ainda maior dificuldade em conseguir um crédito habitação, por via da subida de juros. Todos estes fatores complicam o processo de comprar casa. Mas para quem está a pensar mudar de cidade, há boas notícias: há 192 municípios do país onde o preço mediano das casas é inferior a 1.000 euros por metro quadrado (euros/m2). E há ainda 60 concelhos onde é possível comprar casa por menos de 500 euros/m2. Fica a conhecer quais são os 10 municípios mais baratos para comprar casa em Portugal.
M2 das casas sempre a subir para os bancos – está em 1.541 euros
Sempre a subir. É desta forma que se pode classificar o que está a acontecer em Portugal na avaliação bancária das casas, que é um dos passos a ter em conta aquando da contratação de um crédito habitação. Em setembro, o valor mediano da avaliação bancária das casas atingiu um novo recorde: 1.541 euros por metro quadrado (euros/m2). Trata-se de um aumento de três euros (0,2%) face a agosto e de 112 euros (7,8%) em termos homólogos. Em causa estão dados divulgados esta sexta-feira (27 de outubro de 2023) pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Casas para comprar ficaram 48% mais caras desde 2019
É de conhecimento geral que as casas à venda estão a ficar mais caras em Portugal há vários anos. Esta quinta-feira, o Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou a dimensão desta subida: a nível nacional, o preço mediano das casas vendidas atingiu os 1.629 euros por metro quadrado (euros/m2) no segundo trimestre de 2023. Este é um valor 48% superior ao registado quatro anos antes. Nos grandes centros urbanos de Lisboa e do Porto a subida é ainda mais acentuada.
Preços das casas continuam a subir – mas ritmo já é mais lento
Os preços das casas continuam a subir e a bater recordes em todo o país. No 2º trimestre de 2023, o valor mediano dos alojamentos familiares vendidos em Portugal foi de 1.629 euros por metro quadrado (m2), um aumento de 9% face a igual período do ano passado, e de 7,6% face ao primeiro trimestre do ano. Apesar disso, o ritmo de crescimento já não é o mesmo, segundo dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Na maioria dos grandes municípios, os valores começaram a desacelerar.
Herdade Real de Santiago traz 1.200 novas casas à Grande Lisboa
É no concelho do Montijo que está a nascer um megaempreendimento residencial que vai colocar no mercado da Grande Lisboa 1.200 novas habitações: a Herdade Real de Santiago. Promovido pela JPS Group, este projeto residencial promete dar resposta à falta de habitação no país, destinando estas novas unidades às famílias portuguesas. Numa primeira fase, os lotes com projetos aprovados vão ser colocados à venda por preços que começam nos 86 mil euros.
FMI alerta que preços das casas em Portugal estão sobrevalorizados 20%
O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que os preços das casas em Portugal estejam sobrevalorizados em 20%, embora estejam a descer, e avisa que os bancos devem preparar-se para eventuais riscos relacionados com incumprimentos no crédito habitação.
RNH contribuem para a subida dos preços das casas em Portugal?
A decisão já está tomada: o regime dos residentes não habituais (RNH) vai mesmo acabar em Portugal a partir de 2024, tendo sido criado um novo incentivo fiscal para a investigação científica e inovação nos mesmos moldes, mas “mais restrito”. O Governo decidiu, portanto, não prolongar “uma medida de injustiça fiscal, que já não se justifica e que é uma forma enviesada de inflacionar o mercado de habitação, que atingiu preços insustentáveis”, tal como argumentou António Costa. Mas, afinal, quem são estes RNH e como é que vivem em Portugal? Como é que a sua presença afeta o mercado da habitação? Na ausência de estudos divulgados sobre a relação entre os RNH e a subida dos preços das casas, o idealista/news questionou vários especialistas para descobrir se, afinal, há ou não uma ligação. Admitem que há um impacto “residual” dos RNH na compra de casa e que, por isso, o fim deste estatuto não vai resolver o problema de acesso à habitação em Portugal.
Estado disponibilizará 6.800 casas para arrendar a preços acessíveis
O aumento da oferta do parque público de habitação a custos acessíveis é uma das apostas do Governo, que prevê um forte investimento neste segmento. Esta é uma das medidas contempladas na proposta de Orçamento do Estado para 2024 (OE2024), apresentada no Parlamento esta terça-feira (10 de outubro de 2024), que é destinada a agregados com rendimentos intermédios. No âmbito da mesma, que terá um custo de 216 milhões de euros – também conta com dotação do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) –, o Estado vai disponibilizar 6.800 habitações para arrendar a preços reduzidos até 2026.
Queda na venda de casas? “Há que proteger o comprador e segurar preço”
A venda de casas em Portugal está a arrefecer. E o mercado de luxo não é imune a este movimento. Na Quinta Marques Gomes, que está a ser desenvolvida pelo grupo United Investments Portugal (UIP) junto à foz do rio Douro em Vila Nova de Gaia, tem-se sentido uma “retração” de novos compradores portugueses, devido aos elevados juros no crédito habitação, a par da subida dos preços das casas de luxo. Mas será que reduzir o preço destas habitações a melhor estratégia a seguir para aumentar as vendas? Não, pelo contrário. Mesmo com a venda de casas a cair, Daniel Correia, diretor de real estate da UIP, diz que a estratégia passa por “garantir aos compradores que o valor do imóvel está protegido, segurando o preço e nunca desbaratando as unidades que ainda estão à venda”, disse em entrevista ao idealista/news.
Preço das casas à venda na UE desce 1,1% - a 1.ª queda desde 2014
O mercado imobiliário europeu está a ser posto à prova em 2023, perante um novo contexto de subida das taxas de juro e de elevada inflação, que tem arrefecido a procura de casas à venda, por conseguinte, os negócios. E este cenário já se reflete nos preços das casas para comprar: caíram 1,7% na Zona Euro e 1,1% na União Europeia (UE) no segundo trimestre de 2023 face ao período homólogo. Esta foi mesmo a primeira diminuição anual registada desde o primeiro trimestre de 2014. Também nove Estados-membros sentiram as casas para comprar a ficarem mais baratas neste período – mas Portugal não está na lista, tendo os preços subido 8,7%. Já o mercado de arrendamento na Europa tem estado dinâmico, levando ao aumento anual das rendas das casas em 3,0%.
Comprar casa em Portugal: preços descem 0,5% no verão
As incertezas que marcam o atual clima económico têm vindo a arrefecer a compra de casas em Portugal. Com a procura a diminuir, devido à perda de poder de compra e aos juros elevados, a pressão sobre os preços das casas tem vindo a ser cada vez menor, muito embora a oferta continue a ser insuficiente. Em resultado, os preços das casas em Portugal desceram 0,5% no terceiro trimestre de 2023 face ao trimestre anterior, aponta o índice de preços do idealista. Mas este não é um cenário visível em todo o território nacional, já que as casas à venda ficaram mais caras em 10 capitais de distrito, entre julho e setembro, com Bragança a liderar as subidas (8,2%). Em Lisboa, os preços das casas mantiveram-se estáveis (0,3%) e subiram ligeiramente no Porto (0,8%).
Casas à venda em Portugal: preços vão descer 2% nos próximos 2 anos
A venda de casas está a cair em Portugal. E, por conseguinte, há também menos créditos habitação a serem formalizados, dadas as elevadas taxas de juros. Este abrandamento da procura já está a ter influência nos preços das casas para comprar, que estão a estabilizar.