A plataforma e-Leilões, desenvolvida e gerida pela Ordem dos Solicitadores e dos Agentes de Execução (OSAE) para a realização da venda de bens penhorados através de leilão eletrónico, fechou 2025 com um volume total de vendas de 415,3 milhões de euros, dos quais 404,1 milhões corresponderam ao segmento imobiliário, que voltou a assumir uma posição dominante.
No ano passado, foram realizados 10.105 leilões, em 89 cerimónias, com um total de 179.392 licitações. Estes números, revela a OSAE em comunicado, demonstram que os cidadãos e investidores aderiram fortemente ao modelo digital. No que respeita ao imobiliário, o segmento registou 4.957 leilões e 136.141 licitações, reforçando a procura por ativos imobiliários em contexto judicial, mas também a confiança neste mecanismo eletrónico de venda.
Em termos de bens de direito, foram registadas vendas no valor de 5,77 milhões de euros, num total de 4.876 licitações e 2.061 leilões. Estas vendas estão maioritariamente relacionadas com a venda de quinhões hereditários, uma categoria que viu, nos últimos anos, crescer os seus valores, assumindo atualmente a segunda posição no pódio dos bens mais vendidos.
Em seguida encontra-se o segmento de veículos, que, em 1.372 leilões, com um total de 26.153 licitações, alcançou os 3,28 milhões de euros. Já na área de equipamentos houve 715 leilões com 3.853 licitações, atingindo-se 1,16 milhões de euros. Nas máquinas houve vendas de 214.000 euros enquanto no mobiliário as 6.090 licitações deram lugar a 769.000 euros.
Apesar de o volume global em euros do ano de 2025 ter sido inferior ao de 2024, onde se atingiram 629,3 milhões de euros em 10.170 leilões e 169.150 licitações, neste último ano subiu o número de licitações (para 179.392), evidenciando uma maior participação por leilão e reforçando a dinâmica concorrencial do mercado eletrónico.
“Os resultados de 2025 refletem a consolidação da digitalização no setor dos leilões judiciais e a evolução contínua da plataforma, sempre com foco na usabilidade, segurança e simplificação de procedimentos. A OSAE tem igualmente reforçado a aposta na formação e na divulgação do funcionamento do e-Leilões. Prova desta aposta é que a plataforma continua a assegurar que os bens são vendidos a valores ajustados ao mercado, contribuindo para a proteção dos direitos e interesses de exequentes e executados, bem como para uma maior celeridade processual, para a recuperação eficiente de ativos e, consequentemente, para o dinamismo socioeconómico nacional”, refere, citada na nota, Mara Fernandes, presidente do Conselho Profissional do Colégio dos Agentes de Execução.
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