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imobiliárias fintam a crise com novos negócios

mediadoras imobiliárias querem aumentar volume de negócios
Autor: Redação

as imobiliárias têm de arranjar soluções para fintar a crise que vive o sector. se por um lado a construção está parada, por outro a banca não está a facilitar na concessão de crédito à habitação. como ficam, então, as imobiliários no meio desta situação? segundo o jornal de negócios, “há um lado b do fenómeno que está a resistir”. e os exemplos estão à vista: a remax quer ter 40% do mercado de mediação, a era contratou 1.500 colaboradores e a century 21 prevê que o volume de negócios possa crescer depois da fusão com a fitamétrica

“há um mercado em plena profissionalização, e as pessoas recorrem cada vez mais aos profissionais. isto quer dizer que apesar das transacções caírem desde 2005, esta quebra é compensada por uma fatia maior de mercado acessível às nossas agências”, disse o director-geral da era portugal, miguel poisson, em declarações ao jdn

já ricardo sousa, administrador da century 21 para a península ibérica, sublinhou que a "mediação imobiliária vale 50%” e que é possívelconquistar quota ao mercado mais amador”. “é o contra-senso que permite às empresas mais estruturadas poder continuar a crescer”, acrescentou

também optimista está beatriz rubio, directora-geral da remax, que considera que a colocação à venda de casas penhoradas pela banca está a ajudar muito ao negócio: “vendemos oito imóveis por mês, apesar de não estarem em muito boas condições”. trata-se de um segmento, aliás, que já mereceu na century 21 “a criação de equipas especializadas para o tratamento dos negócios com a banca”. “é cada vez mais importante, não só pela oferta, mas também pela vantagem competitiva face a outros imóveis”, referiu ricardo sousa