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provedor de justiça contesta negócios imobiliários do banco de portugal

Autor: Redação

o banco de portugal (bdp) e três bancos (bpi, bcp e cgd) estão juntos em negócios ligados ao sector imobiliário através da finangeste, criada, em 1982, para sanear activos tóxicos da banca e para recuperar crédito mal parado. uma parceria que está a ser contestada pelo provedor de justiça, alfredo josé de sousa, que alerta para a falta de suporte legal e de “incorrecção institucional” da participação indirecta do regulador em sociedades comerciais

de acordo com o provedor, “a isenção e distanciamento legalmente exigíveis ao bdp, e que foram expressamente previstos no respectivo código de conduta, enquanto entidade encarregue da supervisão de instituições de crédito e sociedades financeiras”, podem ser “postos em causa pelo facto de ser sócio de uma empresa que é simultaneamente detida por bancos comerciais

o diário económico escreve que a decisão surge na sequência de uma queixa apresentada por um particular, na qua foi suscitada a questão da legalidade e da adequação da participação do bdp em sociedades de gestão e promoção imobiliária e urbanística

sublinhe-se que o bdp é accionista maioritário da finangeste, com 44%, logo seguido do bpi (32,78%), bcp (15,8%) e cgd (4,47%)