Em 2025, o Estado português encaixou cerca de 22,24 milhões de euros só com a venda de cinco imóveis. A esmagadora maioria deste capital é explicada pela venda de um imóvel em Berlim, na Alemanha, à Fundação Friedrich Ebert. As aquisições de imóveis pelo Estado tiveram como principal objetivo a expansão do Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa.
Durante o ano passado, o Estado vendeu um total de cinco imóveis pelo valor global de 22.237.660 euros. Para este resultado “contribuiu decisivamente a alienação do imóvel, sito em Berlim, pelo valor de 22.000.000 euros”, lê-se no relatório da Estamo. Trata-se de um prédio urbano localizado nos números 10 e 25 da Hiroshimastrasse na capital alemã, que terá sido comprado pela Fundação Friedrich Ebert. Os outros quatro imóveis públicos alienados pelo Estado (prédios urbanos e fração autónoma) situam-se em Odivelas, Cuba, Mogadouro e Alenquer.
Também foram vendidos dois imóveis por institutos públicos, que encaixaram um valor global de 1.150.288 euros. Um deles é um prédio urbano que passou do Instituto da Vinha e do Vinho para o município de Lagoa, onde se localiza. E o outro é um terreno para construção que foi vendido pelo Instituto do Emprego e da Formação Profissional aos Transportes Urbanos de Braga, cidade onde se situa.
“No ano de 2025, registou-se um incremento no valor de transação sustentado pela alienação do imóvel em Berlim”, refere a gestora imobiliária pública. “Mesmo que tal alienação não se tivesse verificado, ainda assim o valor de transação atingiria o montante de 5.342.948 euros [incluindo permutas e vendas por institutos públicos] claramente superior ao registado em 2024 (1.891.618 euros)”, lê-se ainda no documento. Note-se que o Estado vendeu ainda mais cinco imóveis, por permuta, destinados à expansão do Museu Nacional de Arte Antiga na capital.
Expansão do Museu Nacional de Arte Antiga marca compras e permutas de imóveis
Por outro lado, em 2025, o Estado travou a compra de imóveis (incluindo permutas) quer em número, quer em valor face ao ano anterior. No total, foram adquiridos sete ativos imobiliários durante o ano passado por cerca de 8,1 milhões de euros, contrastando com os 13 imóveis comprados em 2024 por cerca de 22,8 milhões de euros (que incluiu um prédio em Berlim e cinco terrenos destinados à expansão do Hospital de Lisboa Oriental, por exemplo).
Desta vez, as compras de imóveis, bem como as permutas tiveram como principal objetivo a ampliação do Museu Nacional de Arte Antiga. Neste sentido, o Estado comprou quatro frações autónomas de um prédio urbano localizado na Avenida 24 de julho, em Lisboa, por um valor global de 2.616.000 euros.
O Estado comprou ainda mais dois imóveis na Avenida 24 de julho por permuta para o mesmo fim. "Na primeira permuta, o Estado adquiriu um imóvel pelo valor de transação de 3.700.000 euros e transmitiu um imóvel [na capital] pelo valor de 3.000.000 euros, tendo despendido o montante de 700.000 a título de tornas. Relativamente à segunda permuta, foi adquirido um imóvel pelo valor de transação de 1.318.200 euros e transmitidos quatro imóveis [em Lisboa] no valor global de 955.000 euros, tendo sido efetuado o pagamento a título de tornas no valor de 363.200 euros”, explica a Estamo no documento.
No que diz respeito aos institutos públicos, houve lugar à aquisição de um imóvel pelo valor de 420.000 euros. Foram os Serviços Sociais da Guarda Nacional Republicana que compram um prédio urbano em Braga a particulares.
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