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Mercado de escritórios do Grande Porto reage à pandemia: ocupação dispara 38% no 1º semestre

Registaram-se menos transações, mas o valor total de área contratada fixou-se nos 28.381 m2, mais 7.881 m2 que no período homólogo.

Predibisa
Predibisa
Autor: Redação

O mercado de escritórios do Grande Porto registou um aumento de 38% no volume de ocupação no primeiro semestre de 2020 face ao período homólogo. Apesar de se registarem menos transações (quebra de 4%), o valor médio contratado por operação aumentou, o que se traduziu num incremento do valor total de área contratada, fixando-se nos 28.381 metros quadrados (m2), mais 7.881 m2 que no mesmo período de 2019. Em causa estão dados que constam no OnOffice, relatório publicado pela Predibisa, responsável por 51% (14.403 m2) da área colocada nos primeiros seis meses do ano.

“Apesar da segunda metade do semestre ter sido pautada pelo contexto pandémico, o mercado de escritórios no Grande Porto continuou dinâmico, dando sinais positivos, como o aumento de operações de grande dimensão e o incremento da procura por parte de empresas internacionais. Dois terços das transações desenvolvidas envolveram multinacionais e 38% das mesmas foram motivadas pela chegada de novas empresas à região, o que vem confirmar o estatuto de atratividade que o Porto tem a nível internacional na captação de novos players”, refere a consultora imobiliária em comunicado.

Segundo a empresa, a elevada procura de espaços supera a oferta atual disponível na região. “O Grande Porto tem em ‘pipeline’ cerca de 86.000 m2, cuja entrada em stock está prevista ocorrer até final de 2021 e que virá de certa forma aproximar a relação entre oferta e procura, contudo insuficiente para colmatar o desfasamento existente”, lê-se no documento.

De referir que entre janeiro e julho foram realizadas 24 transações no mercado de escritórios no Grande Porto, menos uma que no período homólogo. E mais: a superfície média contratada por operação aumentou, tendo passado de 820 m2 (2019) para 1.183 m2 (2020). Uma variação que está relacionada com o facto de quatro operações registarem áreas contratadas acima dos 3.000 m2, três delas mediadas pela Predibisa, adianta a empresa, acrescentado que a cidade do Porto absorve cerca de 65% da área colocada, com o Central Business District (CBD) da Boavista a liderar. 

Para Graça Ribeiro da Cunha, responsável da Predibisa para a área de escritórios, “a boa performance” do primeiro semestre, “no seguimento do que tem vindo a acontecer nos últimos anos no mercado de escritórios do Grande Porto, deve-se à conclusão de negócios que já se tinham iniciado no ano anterior”. “Por norma, as grandes empresas planeiam a sua implantação em novos países ou mesmo a sua expansão com muito tempo de antecedência. A pandemia a nível mundial veio acautelar todo este processo, colocando assim alguns negócios em stand-by, ainda sem indícios de data para o seu desenvolvimento. Este abrandamento poderá vir a refletir-se nos próximos meses”, conclui.