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Preço das casas para comprar em Portugal subiu 7,4% no último ano

Valor aumentou em 18 capitais de distrito, com Vila Real, Aveiro e Viseu a liderarem a lista.

Preços das casas no Porto
Imagem de Richard Mcall por Pixabay
Autor: Redação

Os preços das casas para comprar em Portugal subiram 7,4% num ano, considerando os dados de junho de 2021 e o mesmo mês do ano passado. Segundo o índice de preços do idealista, no final do mês de junho de 2021, comprar casa tinha um custo de 2.224 euros por metro quadrado (euros/m2). Já em relação à variação trimestral, a subida foi de 2%.

Regiões

Durante o último ano, os preços das casas subiram em todas as regiões com a exceção da Região Autónoma dos Açores que apresentou uma descida de preços na ordem dos 5%. Por outro lado, foi na Região Autónoma da Madeira onde se assistiu a uma maior subida dos preços (14,2%), seguida pelo Centro (10,5%) e pelo Norte (8%). Seguem-se o Algarve (5,5%), a Região Metropolitana de Lisboa (4,9%) e o Alentejo (1,5%).

A Área Metropolitana de Lisboa, com 3.145 euros/m2, continua a ser a região mais cara, seguida pelo Algarve (2.421 euros/m2), Norte (1.906 euros/m2) e Região Autónoma da Madeira (1.777 euros/m2). Entre as regiões mais baratas está a Região Autónoma dos Açores (992 euros/m2), o Alentejo (1.046 euros/m2) e o Centro (1.147 euros/m2).

Distritos/Ilhas

Dos distritos analisados, as maiores subidas tiveram lugar em Aveiro (14,7%), Ilha da Madeira (14,3%), Vila Real (12,2%), Braga (11,7%), Setúbal e Coimbra (10,4% em ambas as cidades), Porto (8,3%), Leiria (7,1%) e Ilha do Faial (6,2%), Seguem-se na lista Santarém (5,6%), Faro (5,5%), Évora (5,3%) e Lisboa (5,2%). As subidas menos acentuadas foram na Ilha de Porto Santo (3,3%), Beja (2,2%), Guarda (1,5%) e Ilha Terceira (0,6%).

Em sentido contrário está a Ilha de São Miguel e a Ilha do Pico, onde os preços desceram 7,1% e 5,9% respetivamente. Também Portalegre (-5,9%) e Bragança (-0,2%) acompanham a descida.

De referir que o ranking dos distritos mais caros para comprar casa é liderado por Lisboa (3.490 euros/m2), seguida por Faro (2.421 euros/m2), Porto (2.246 euros/m2), Setúbal (1.813 euros/m2) e Ilha da Madeira (1.787 euros/m2). Comprar casa na Ilha do Porto Santo custa 1.368 euros/m2, em Aveiro 1.319 euros/m2, Coimbra 1.245 euros/m2, Leiria 1.204 euros/m2 e Braga 1.155 euros/m2.

Os preços mais económicos encontram-se em Portalegre (607 euros/m2), Guarda (651 euros/m2), Castelo Branco (726 euros/m2), Bragança (749 euros/m2), Beja (781 euros/m2) e Santarém (813 euros/m2).

Cidades capitais de distrito

Os preços das casas aumentaram em 18 capitais de distrito, com Vila Real (30,4%), Aveiro (18,5%) e Viseu (16,9%) a liderarem a lista. Seguem-se Setúbal (15,3%), Coimbra (12,5%), Guarda (11,6%), Braga (10,3%), Funchal (8%), Castelo Branco (7,9%), Santarém (6,2%), Leiria (5,8%) e Porto (5,6%). Já em Faro a subida foi de 5,2% e em Lisboa de 3,5%.

Por outro lado, os preços desceram em apenas em duas capitais de distrito, sendo a maior descida em Ponta Delgada (-12,9%) seguida por Portalegre (-4,5%).

Lisboa continua a ser a cidade onde é mais caro comprar casa: 4.829 euros/m2. Porto (3.036 euros/m2) e Faro (2.010 euros/m2) ocupam o segundo e terceiro lugares, respetivamente. Já as cidades mais económicas são Portalegre (615 euros/m2), Guarda (711 euros/m2) e Bragança (758 euros/m2).

O índice de preços imobiliários do idealista

A partir do relatório referente ao primeiro trimestre de 2019, a metodologia de elaboração deste estudo foi atualizada. Após a incorporação do idealista/data no grupo idealista, foram introduzidas novas fórmulas de cálculo que contribuem para uma maior precisão na análise da evolução dos preços, particularmente em pequenas zonas.

Por recomendação da equipa estatística do idealista/data, a fórmula para encontrar o preço médio foi atualizada: além de eliminar anúncios atípicos e com preços fora do mercado, calculamos o valor mediano em vez do valor médio. Com esta mudança, além de tornar o estudo mais próximo da realidade do mercado, homologamos a nossa metodologia com as que se aplicam em outros países para a obtenção de dados imobiliários.

Incluímos ainda a tipologia “moradias unifamiliares” e descartamos todos os anúncios que se encontram na nossa base de dados e que estão há algum tempo sem qualquer tipo de interação pelos utilizadores. O relatório continua a ter como base os preços de oferta publicados pelos anunciantes do idealista.

O relatório completo encontra-se em: https://www.idealista.pt/media/relatorios-preco-habitacao/