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Quartos para arrendar: pandemia faz subir oferta em 32% e cair preços

Arrendar quartos em Lisboa e no Porto está mais barato do que há um ano, mostra estudo do idealista.

Quartos para arrendar em Portugal
Foto de Vlada Karpovich en Pexels
Autor: Redação

Arrendar quarto continua a ser uma opção para estudantes e jovens adultos. Apesar dos desafios, a vários níveis, de viver numa casa partilhada, esta é uma alternativa bem mais barata do que arrendar uma casa completa. Se estás à procura de um quarto para arrendar, temos boas notícias para ti: a oferta aumentou 32% no último ano, segundo um estudo publicado pelo idealista, o marketplace imobiliário de Portugal. E, durante este período de pandemia, os preços baixaram em várias cidades, como é o caso de Lisboa e do Porto.

Foi precisamente o aumento da oferta de quartos para arrendar que provocou descidas nos preços em Lisboa e no Porto, sendo a descida na capital de 4,2% e na cidade Invicta de 2,4%, face aos últimos 12 meses. Os preços também baixaram em Aveiro (-6,3%), Leiria (-4,1%) e Setúbal (-0,4%). Já em Coimbra os preços dos quartos para arrendar mantêm-se inalterados em comparação ao último ano. E, por outro lado, os preços subiram 5,4% em Faro, e 3% em Braga, tal como mostram os dados em análise.

Apesar da descida, Lisboa continua a ser a cidade com os quartos mais caros em Portugal, onde os preços rondam os 356 euros mensais, seguida pelo Porto (292 euros/mês), Faro (306 euros/mês), Setúbal (286 euros/mês), Aveiro (250 euros/mês) e Braga (263 euros/mês). Em sentido contrário, das cidades analisadas, as mais económicas para arrendar um quarto são Coimbra (203 euros/mês) e Leiria (205 euros/mês).

O perfil de quem partilha casa

Pessoas com 34 anos, que vivem no centro de grandes cidades e não fumam (apesar de tolerantes com quem fuma), marcam o perfil das pessoas que partilham casa em Portugal.

A idade média dos habitantes de uma casa partilhada varia em função da zona geográfica, sendo Setúbal a cidade com a média mais alta, rondando os 35 anos. Seguem-se Braga e Lisboa, com uma média de idades de 33 anos em ambas as cidades. Em Aveiro e Coimbra, a média é de 32 anos, seguidas por Leiria, Faro e Porto, com uma média de 31 anos nas três cidades.

Arrendar quarto em Portugal
Foto de Sarah Chai en Pexels

O estudo mostra ainda que em 74% das casas convivem ambos os sexos, enquanto em 20% vivem apenas indivíduos do sexo feminino e 6% exclusivamente masculino.

Arrendar quarto não é só para estudantes - porquê?

Os dados publicados neste relatório revelam que o arrendamento de quartos deixou de ser uma opção habitacional apenas para estudantes, convertendo-se também na opção eleita por jovens nos seus primeiros anos no mercado de trabalho e em alguns casos até mais tarde.

A atual realidade do mercado de arrendamento português nas grandes cidades faz com que seja complexo para muitas pessoas solteiras ou separadas suportar o custo de uma casa, tornado o arrendamento de um quarto a opção mais vantajosa. Por outro lado, partilhar casa continua a ser um estímulo para muitos jovens com vontade de serem independentes e de sairem da casa dos pais, uma tendência que deverá aumentar nos próximos anos.

Casas partilhadas
Foto de cottonbro en Pexels

O idealista tornou-se numa referência para todos aqueles que procuram partilhar casa, tanto pela facilidade de utilização como qualidade da informação. A opção disponibilizada pelo idealista de procurar um companheiro de casa para iniciar com ele o processo de pesquisa de um alojamento tem um grande sucesso entre os utilizadores portugueses e estrangeiros que se deslocam ao nosso país e que pretendem encontram um quarto desde os seus locais de origem.

Uma das grandes vantagens são as diferentes opções linguísticas disponíveis no idealista: além do português está acessível o inglês, alemão, francês, russo, espanhol, italiano, sueco, holandês, finlandês, polaco, romeno, dinamarquês, chinês e grego.

Metodologia

Para a realização deste estudo foram considerados apenas os distritos com uma base estável no idealista durante o período analisado e com um número mínimo de 50 anúncios por distrito.