Arrendar casa em Portugal ficou 2,6% mais caro no início do ano

Ponta Delgada registou a maior subida das rendas das casas entre o 1º trimestre de 2022 e o anterior, diz o índice do idealista.
Rendas das casas em Portugal a subir
GTRES

O mercado de arrendamento continua a ser a escolha de muitas famílias portuguesas. Mas a verdade é que a procura supera e muito a oferta de casas para arrendar no país, um desequilíbrio que faz disparar o valor das rendas. Só no primeiro trimestre de 2022, os preços das casas para arrendar em Portugal subiram 2,6% face ao trimestre passado. Arrendar casa tinha um custo de 11 euros por metro quadrado (euros/m2) no final do mês de março, tendo em conta o valor mediano, aponta o índice de preços do idealista. Já em relação à variação mensal, a subida foi menor, de +0,9%.

Quais são as capitais de distrito onde as rendas mais subiram?

O preço de arrendar casa subiu em quase todas as capitais de distrito do país nos primeiros três meses do ano face ao trimestre anterior. A liderar a lista está Ponta Delgada que registou uma subida dos preços das casas para arrendar de 18,7%. Segue-se o Funchal (10%), Coimbra (7,1%), Santarém (6,6%), Viseu (4%), Lisboa (3,6%), Leiria (3,1%), Braga (2,4%), Setúbal (2,3%), Porto (2,3%) e Viana do Castelo (1,4%). Em sentido contrário, os preços desceram em Castelo Branco (-4,2%) e Faro (-1,1%). Já em Aveiro as rendas mantiveram-se estáveis.

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Lisboa continua a ser a cidade onde é mais caro arrendar casa: 13,8 euros/m2. Porto (11 euros/m2) e Funchal (9,7 euros/m2) ocupam o segundo e terceiro lugares da lista, respetivamente. Já as cidades mais económicas para arrendar uma habitação em Portugal são Castelo Branco (5 euros/m2), Viseu (5,2 euros/m2), Santarém (5,5 euros/m2), Leiria (6 euros/m2) e Viana do Castelo (6,1 euros/m2).

Rendas sobem na maioria dos distritos e ilhas portuguesas

Dos distritos analisados, o preço das casas para arrendar apenas desceu em Castelo Branco (-6,7%). Por outro lado, os valores das rendas subiram na Ilha da Madeira (10,4%), Viseu (9,5%), Viana do Castelo (9,4%), Ilha de São Miguel (8,3%), Braga (7%), Coimbra (6,4%) e Santarém (5,4%). Com subidas inferiores a 5%, encontra-se os distritos de Leiria (4,2%), Lisboa (3,2%), Faro (3%), Porto (2,5%) e Setúbal (1%). Já as menores subidas das rendas das casas no primeiro trimestre de 2022 face ao anterior tiveram lugar em Aveiro (0,7%) e em Vila Real (0,5%)

De referir que o ranking dos distritos mais caros para arrendar casa é liderado por Lisboa (13,1 euros/m2), seguido por Faro (10,1 euros/m2) e Porto (10,1 euros/m2). Segue-se a Ilha da Madeira (9,5 euros/m2), Setúbal (9 euros/m2), Coimbra (7,4 euros/m2) e Ilha de São Miguel (7,2 euros/m2). Arrendar casa em Aveiro custa 6,9 euros/m2, em Viana do Castelo 6,8 euros/m2 e Braga 6,7 euros/m2.

Os preços mais económicos para arrendar casa encontram-se em Vila Real (4,6 euros/m2), Viseu (5 euros/m2), Santarém (5,3 euros/m2), Castelo Branco (5,5 euros/m2) e Leiria (6,5 euros/m2).

Casas para arrendar estão mais caras em todas as regiões

Durante os primeiros três meses de 2022, os preços das casas para arrendar subiram em todas as regiões do país em comparação com trimestre anterior. A liderar as subidas, encontra-se a Região Autónoma da Madeira (10,3%), seguida pela Região Autónoma dos Açores (9,9%), Alentejo (6,7%), Algarve (3%). Já as subidas menos acentuadas foram registadas no Norte (0,3%), Centro (0,7%) e na Área Metropolitana de Lisboa (2,7%).

A Área Metropolitana de Lisboa, com 12,7 euros/m2, continua a ser a região mais cara para arrendar casa, seguida pelo Algarve (10,1 euros/m2), Região Autónoma da Madeira (9,4 euros/m2) e Norte (9,4 euros/m2). Do lado oposto da tabela encontram-se o Centro (6,5 euros/m2), a Região Autónoma dos Açores (7,2 euros/m2) e o Alentejo (7,4 euros/m2) que são as regiões mais baratas para arrendar uma habitação.

Arrendar casa em Portugal
Foto de RODNAE Productions en Pexels

Índice de preços imobiliários do idealista

Para a realização do índice de preços imobiliários do idealista, são analisados ​​os preços de oferta (com base nos metros quadrados construídos) publicados pelos anunciantes do idealista. São eliminados da estatística anúncios atípicos e com preços fora de mercado.

Incluímos ainda a tipologia “moradias unifamiliares” e descartamos todos os anúncios que se encontram na nossa base de dados e que estão há algum tempo sem qualquer tipo de interação pelos utilizadores. O resultado final é obtido através da mediana de todos os anúncios válidos de cada mercado.

O relatório completo encontra-se em: https://www.idealista.pt/media/relatorios-preco-habitacao/arrendamento/

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