Programa “Porto com Sentido” soma 195 novos fogos em Campanhã

Autarquia investe em novos fogos junto ao Mercado Abastecedor para rendas acessíveis entre os 525 e os 830 euros.
Construir edifícios
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Lusa
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A Câmara do Porto aprovou, esta segunda-feira dia 8 de setembro de 2025, assinar um contrato-promessa com uma entidade privada para a construção de 195 novos fogos junto ao Mercado Abastecedor, em Campanhã, para serem colocados no mercado de arrendamento acessível da autarquia.

A proposta, aprovada com o voto contra da vereadora da CDU e a abstenção do vereador do Bloco, é para que seja assinado um contrato-promessa de arrendamento com a Lusares - Sociedade Imobiliária S. A., que vai construir os fogos e arrendá-los ao município do Porto, que os colocará no mercado de arrendamento acessível, no âmbito do seu programa “Porto com Sentido”, fazendo um subarrendamento.

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Para além da assinatura do contrato promessa, a proposta serve também para autorizar os compromissos inerentes a este contrato para os anos 2029 a 2039, que têm um valor 6.032.000,00 euros.

No terreno de 22.400 metros quadrados (m2) na Rua da Arada e na Avenida de Cartes, vão dois nascer dois edifícios com 66 apartamentos T0, 29 T1 e 100 T2, de acordo com uma apresentação feita pelo vereador com o pelouro da Habitação, Pedro Baganha, na reunião de executivo de dia 8 de setembro de 2025.

As rendas vão variar entre os 525 e os 830 euros, de acordo com as condições do programa “Porto com Sentido”, e os fogos vão ser arrendados ao município por “10 anos, com a possibilidade de renovação por uma vez e por igual período”, pode ler-se na proposta a que a Lusa teve acesso.

O prazo para a conclusão da obra é de três anos e a concretização do sorteio das casas está estimada para maio de 2029.

O contrato só será celebrado “quando o registo da alteração ao loteamento na Conservatória do Registo Predial estiver concretizado”.

Pelo Bloco de Esquerda, o vereador Sérgio Aires disse que se ia abster por não concordar com o formato 'build to rent' (construir para arrendar) e por considerar que as rendas acessíveis continuam a não ser acessíveis.

A vereadora Joana Rodrigues da CDU, que votou contra, também revelou dúvidas quanto ao termo “acessível” para os preços praticados.

Já em julho, a autarquia assinou um protocolo com o Grupo Ageas Portugal para a construção 124 novos fogos, também na freguesia de Campanhã, para serem colocados no mercado de arrendamento acessível.

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