Setor imobiliário ganhou cerca de 20.000 empresas nos últimos cinco anos

Indicadores "consolidam a tendência de recuperação e expansão do setor da compra e venda de imóveis em Portugal”, conclui a Iberinform.
Compra e venda de casas em Portugal
Getty images

Mais casas houvesse, mais se vendiam. Os dados mais recentes indicam que o setor imobiliário ganhou cerca de 20.000 novas empresas nos últimos cinco anos, um crescimento que “confirma a vitalidade do setor e o aumento consistente da atividade empresarial”, informa, em comunicado, a Iberinform, filial de informação da Atradius Crédito y Caución, líder mundial em seguros de crédito com presença em Portugal e Espanha. 

Em 2024, revela a empresa, o volume de negócios aumentou cerca de 5%, prolongando uma tendência positiva que se mantém desde 2013 e que demonstra a resiliência e capacidade de adaptação das empresas deste segmento.

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“Os dados do Insight View revelam um setor com crescimento no volume de empresas, maior concentração nas regiões de Lisboa e Porto e um aumento da atividade das microempresas. Estes sinais, aliados ao crescimento do volume de negócios, consolidam a tendência de recuperação e expansão do setor da compra e venda de imóveis em Portugal”, lê-se na nota.

Compra e venda de casas em Portugal
Iberinform

Há, no entanto, desafios a enfrentar, visto que cerca de um terço das empresas apresenta risco elevado, enquanto a maioria (57%) se encontra num nível de risco médio. E apenas 11% das empresas beneficia de um perfil de risco baixo. 

Este é um setor, de resto, dominado quase exclusivamente por microempresas, que representam cerca de 94% do total. As pequenas empresas constituem aproximadamente 6% e as médias e grandes empresas somam menos de 1%.

Mediação imobiliária em Portugal
Iberinform

A Iberinform conclui ainda que quase metade (42%) das empresas foram criadas há menos de cinco anos, sendo esta a faixa mais representativa. Seguem-se as empresas com seis a 10 anos (25%), as que existem há 16 ou mais anos (24%) e, finalmente, as que têm entre 11 e 15 anos (9%). “A maturidade revela-se um fator determinante na solidez financeira, uma vez que, quanto mais antiga é a empresa, menor é o risco de crédito associado”, explica. 

Por regiões, os dados confirmam o peso dos principais centros urbanos. Lisboa concentra 38% das empresas do setor, o Porto representa 19%, Braga 8%, Faro 6% e Setúbal 5%, enquanto as restantes regiões somam 24%. Uma dispersão que “demonstra um mercado ainda bastante concentrado, embora com presença significativa em várias zonas do país”, conclui a Iberinform.

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