Rendas das casas pagas por inquilinos mantêm subida estável em 5%

Valores médios das rendas nos contratos existentes cresceram 5,1% em março, valor idêntico ao mês anterior, revela INE.
Rendas das casas em Portugal
Funchal, na região da Madeira, onde as rendas mais aceleraram Foto de Erik Karits no Pexels

As rendas das casas pagas pelos inquilinos em Portugal continuaram a subir de forma estável no início de 2026. Em março de 2026, estas rendas cresceram 5,1%, tendo ficado praticamente ao mesmo nível do mês anterior, mostram os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

O valor médio das rendas em todos os contratos de arrendamento atualmente em vigor em Portugal continuou a subir de forma estável, em torno de 5%, no início deste ano, depois de passar vários meses de 2025 a desacelerar. É isso que mostram os dados mais recentes do INE: “A variação homóloga das rendas de habitação por metro quadrado foi 5,1% em março de 2026 (5,2% no mês anterior)”.

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A nível geográfico, “todas as regiões apresentaram variações homólogas positivas das rendas de habitação, tendo a Madeira registado o aumento mais intenso (6,5%)”, detalha o instituto.

Em termos de variação mensal, o valor médio das rendas das casas efetivamente pagas pelos inquilinos registou um aumento de 0,5% (0,6% no mês anterior), lê-se no boletim divulgado esta segunda-feira, dia 13 de abril.

“As regiões com a variação mensal positiva mais elevada foram o Norte, Centro, Oeste e Vale do Tejo, Península de Setúbal, Alentejo e Açores (0,6%), não se tendo observado qualquer região com variação negativa do respetivo valor médio das rendas de habitação”, informa ainda o INE.

Rendas das casas em Portugal
INE

Importa lembrar que ao longo deste ano os inquilinos poderão ver as rendas das casas a serem atualizadas assim que o contrato de arrendamento completar (mais) um ano. O coeficiente de atualização das rendas fixado legalmente para este ano é de 2,24%, podendo acumular correções dos três anos anteriores, o que significa que algumas rendas podem subir até 11%. 

Por outro lado, estas estatísticas têm em conta todos os contratos de arrendamento existentes no país. Contudo, o INE suspendeu a divulgação de novos dados sobre as rendas da habitação a nível local (que inclui os novos contratos) desde outubro do ano passado, estando a sua publicação “condicionada à disponibilidade de informação de base da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT)”. Os últimos dados divulgados sobre este mercado são referentes ao primeiro trimestre de 2025.

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