“Sem promotores, não há resposta. Sem promotores não há casas. Transformamos investimento em desenvolvimento, projetos em casas, empregos, comunidades e futuro”, alertou, recentemente, Hugo Santos Ferreira. E para responder aos problemas de habitação no país, o presidente da Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários (APPII) defende a necessidade de “mais estabilidade, mais previsibilidade” e “um Estado mais rápido, mais moderno e mais eficiente”.
Por outras palavras, o responsável considera que a simplificação administrativa e a aceleração dos processos de licenciamento são fundamentais para aumentar a oferta residencial no país. Esta mensagem do porta-voz do setor imobiliário foi transmitida no âmbito da VII Conferência da Promoção Imobiliária em Portugal (COPIP 2026), promovida pela APPII e a Vida Imobiliária, que decorreu na semana passada, no Clube e Estufa Tazte Secret Spot, em Lisboa.
Perante uma plateia com centenas de líderes empresariais, investidores, representantes da Administração Pública e especialistas nacionais e internacionais, e sob o mote "Os Promotores num Mundo em Transformação”, a conferência concentrou a atenção na necessidade de criar condições para acelerar a produção de habitação, reforçar a competitividade de Portugal e dar resposta aos desafios do setor imobiliário.
Durante o encontro, foram debatidos os mais variadíssimos temas sobre o setor da habitação em Portugal, desde o impacto da nova realidade geopolítica nos mercados, as tendências de investimento no segmento residencial, os desafios do financiamento à promoção imobiliária, o papel dos investidores internacionais, até à evolução das cidades portuguesas enquanto polos de atração de investimento e talento.
Gonçalo Matias, Ministro Adjunto e da Coesão do Território, esteve também presente no COPIP 2026, apresentando as principais linhas da reforma do Estado a decorrer atualmente, assentes na simplificação administrativa, digitalização de processos e mudança de cultura organizacional. O governante sublinhou a importância da confiança entre a Administração Pública, as empresas e os cidadãos, reforçada através de procedimentos mais ágeis e eficientes.
“Um edifício não se constrói de um dia para o outro. Mas há de ser construído e solidificar-se ou então tudo isto falha”, refletiu Gonçalo Matias, que aproveitou o momento para destacar as novas medidas de aceleração de processos de licenciamento e contratação pública, como a revisão dos pareceres de entidades externas, a redução de prazos administrativos e o desenvolvimento de plataformas digitais que permitam maior interoperabilidade entre organismos públicos.
Por sua vez, o CEO da APPII, Manuel Maria Gonçalves, no painel dedicado ao licenciamento urbanístico, chamou a atenção para o papel da modernização administrativa no aumento da capacidade de resposta do setor à procura habitacional: “A transformação dos processos de licenciamento é uma condição essencial para que Portugal consiga construir mais, responder mais depressa às necessidades das famílias e continuar a atrair investimento para o desenvolvimento das suas cidades”.
No encerramento desta edição da COPIP - que ficou ainda marcado pelas comemorações dos 35 anos da APPII - a associação que representa os promotores e investidores imobiliários voltou a disponibilizar-se para colaborar com o Governo, autarquias e outras entidades públicas na criação de soluções que promovam mais habitação em Portugal.
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