O retalho de luxo na Europa continuou bastante dinâmico durante o ano de 2025, com um aumento significativo das aberturas de lojas, um alargamento da base de marcas ativas e uma maior pressão sobre a escassa oferta disponível nas principais artérias comerciais europeias. A nível nacional, em Lisboa, a procura supera a oferta, encontrando-se a Avenida da Liberdade "fisicamente limitada".
Segundo os dados do relatório ‘European Luxury Retail’ da Cushman & Wakefield (C&W), abriram 96 novas lojas de luxo no ano passado (+11 que em 2024), em 20 ruas de referência de 16 cidades europeias, em 12 países distintos, demonstrando a preferência das marcas por lojas emblemáticas, experiências imersivas e localizações estratégicas de longo prazo.
Cerca de um terço das aberturas corresponde a marcas detidas pela LVMH, Kering e Richemont, enquanto 70% das novas lojas foram inauguradas por 57 outras marcas e grupos.
Várias ruas de luxo na Europa registaram, em 2025, níveis de disponibilidade próximos de zero, evidenciando uma forte escassez de oferta, algo que tem intensificado a concorrência pelos melhores espaços, impulsionado a ocupação de pisos superiores nos imóveis e sustentado o crescimento das rendas prime, que atingiram máximos históricos em vários mercados no ano passado.
Escassez de oferta em Lisboa
“Lisboa segue claramente a tendência europeia, mas com um mercado ainda mais condicionado pela menor escala e escassez de oferta. Em 2025, registaram‑se três novas aberturas na Avenida da Liberdade, num contexto de disponibilidade praticamente nula”, comenta, em comunicado, Maria José Almeida, associate e responsável pelo comércio de luxo na C&W.
A responsável revela ainda que “a procura deverá manter-se acima da oferta e a própria Avenida da Liberdade encontra-se fisicamente limitada”, sendo "expectável que as rendas continuem a subir, reforçando o posicionamento da avenida como o principal destino de luxo em Portugal”.
De acordo com o ‘European Luxury Retail’, a procura diversificada, os níveis de disponibilidade historicamente baixos e a crescente valorização da experiência do consumidor têm sustentado o retalho de luxo europeu. As principais artérias de luxo no continente, incluindo Lisboa, deverão manter um papel central no panorama deste segmento do mercado durante os próximos anos.
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