Mais de 1.200 penhoras de casas evitadas com nova lei em quatro meses

Mais de 1.200 penhoras de casas evitadas com nova lei em quatro meses
GTRES

Mais de 1.200 famílias puderam continuar a viver nas suas casas, nos últimos quatro meses, apesar das suas dívidas ao fisco. Estes contribuintes beneficiaram ainda da possibilidade pagarem os impostos em prestações, à medida das suas disponibilidades financeiras. Ao abrigo do novo mecanismo legal, em vigor desde 23 de maio de 2016, as Finanças estão impedidas de vender habitações próprias e permanentes.

À luz das novas regras, tal como recorda o Dinheiro Vivo, a existência de dívidas fiscais não impede a penhora, mas impede que o imóvel possa ser alienado e permite que o fiel depositário seja o proprietário – ou seja, que o devedor ali continue a viver. O diploma protege as casas quando o seu valor é inferior a 574 mil euros – ou seja, quando não estão sujeitas à máxima do Imposto Municipal sobre Transmissões Onerosas (IMT). 

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Maior fatia de bens à venda pelo Fisco são imóveis

“Tendo em atenção a necessidade de dar imediato cumprimento às restrições impostas à venda coerciva de imóveis destinados exclusivamente a habitação própria e permanente do devedor ou do seu agregado familiar, quando efetivamente afetos a esse fim, desde o passado dia 23 de maio do corrente foram suspensos 1210 procedimentos de venda de prédios urbanos”, revelou ao jornal fonte oficial do Ministério das Finanças. 

Desde o início deste ano, e de acordo com dados citados pelo DV, o fisco já concretizou a penhora de 3424 bens, incluindo aqui 1848 imóveis, 804 carros e 760 salários, pensões ou contas bancárias. Neste momento, as Finanças têm em venda 1301 bens penhorados, correspondendo a maior fatia (833) a imóveis.

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