Promotora imobiliária aveirense Civilria aposta forte no mercado residencial

Promotora imobiliária aveirense Civilria aposta forte no mercado residencial
Projeto Pop Saldanha, em Lisboa, representa um investimento de 25 milhões de euros Civilria

A promotora portuguesa Civilria atua no mercado imobiliário há mais de 25 anos. Sobreviveu à Troika e está agora mais madura, mais experiente. Tem como atividade "core" o segmento residencial, sendo responsável, por exemplo, pelo projeto POP Saldanha, em Lisboa, que representa um investimento de 25 milhões de euros. Uma aposta que é para manter. 

Atualmente a empresa tem em desenvolvimento seis empreendimentos, sendo que cinco são predominantemente habitacionais. O outro é um “conjunto comercial, ancorado num Continente Bom Dia”, diz ao idealista/news Artur Varum, presidente da Civilria.

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“A Civilria começou a sua atividade em dezembro de 1991, em resposta a um desafio que lancei ao meu pai, emigrante na Venezuela, com pequenos investimentos em imobiliário em Portugal, de forma a dar um caráter empresarial a esses investimentos pontuais”, conta.

A empresa está sediada em Aveiro, mas a área de negócio abrange outras geografias: “A nossa estratégia em termos geográficos concentra-se em Aveiro, Porto e Lisboa, no entanto, temos um projeto em Coimbra, que está em fase de infraestruturas. Era um terreno adquirido há  14 anos e que obteve agora o alvará de loteamento”.

Promotora imobiliária aveirense Civilria aposta forte no mercado residencial
Edifícios Doca, na Praia da Barra, junto à Ria de Aveiro Civilria

Quando questionado sobre o investimento feito nos últimos anos, Artur Varum refere que a empresa não tem os “números agregados”. “Este é um setor com ciclos muito longos de desenvolvimento, é muito sensível a fatores externos, vive  essencialmente da confiança. Não gostamos de trabalhar com planos muito rígidos e de grande horizonte temporal, preferencialmente analisamos os projetos individualmente e traçamos vários cenários alternativos de saída”, justifica.

Considerando que a Civilria tem projetos diferenciados, o presidente da promotora enaltece o facto de ter “um histórico de mercado relevante, assente numa política de cumprimento de todas as suas obrigações”. O objetivo, esse, está bem definido: “O desafio é fazer com que cada projeto supere o seu antecessor”.

Há uma margem de dois a três anos para “satisfazer a procura” 

Para Artur Varum, existe “uma enorme carência de habitação” em Portiugal. “Fala-se de 70.000 habitações, isso leva-nos a acreditar que teremos mais dois a três anos para satisfazer essa procura, com os níveis de produção atual e a confiança inalterada”, revela.

Sobre os novos projetos na calha, o responsável opta por não levantar qualquer véu, alegando ser prematuro falar, sobretudo “dos mais relevantes, visto que se encontram ainda em fase de licenciamento e negociação com futuros ocupantes”. Adianta, no entanto, que a empresa vai continuar a apostar em projetos residenciais nas áreas geográficas onde já atua. 

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