Salário financeiro atrai talento, salário emocional retém: porquê?

O salário emocional pode ser uma verdadeira arma de retenção de talento. A Adecco explica o porquê.
salário emocional
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O salário financeiro é, sem dúvida, o que permite às empresas atrair talento. Aliás, a justa restribuição financeira é que desperta a atenção de um candidato. No entanto, sem um bom ambiente de trabalho, e outras componentes que permitem um maior equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, como a flexibilidade, o teletrabalho, é expectável uma maior rotatividade dentro das empresas. Num contexto de pós-pandemia, em que muita coisa mudou, o salário emocional funciona como um extra que ajuda a reter talento. A pensar nisso, a Adecco Training apresenta nove dicas para implementar a remuneração emocional.

O salário emocional “é uma retribuição não financeira que a empresa dá ao funcionário para o incentivar, potenciar a sua produtividade e melhorar o ambiente de trabalho. Permite também aos profissionais satisfazer as suas necessidades pessoais ou profissionais, melhora a sua qualidade de vida e incentiva a retenção de talentos na empresa”, explica a Adecco.

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Salário financeiro atrai talento, salário emocional retém: porquê?
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A especialista em recursos humanos, salienta que, sem retribuição financeira atrativa, “nenhuma oferta de emprego é interessante e não há dúvidas que é o fator de atração de talento”. Apesar disso, diz, e perante um contexto de escassez de pessoas para trabalhar, “o dinheiro não é tudo”, em particular para os millennial. “Esta geração deixa funções de topo e abraça com facilidade novos desafios financeiramente menos relevantes se tiver uma oferta de salário emocional mais cativante”, adianta.

E por que é que isso acontece? Porque um bom ambiente de trabalho, a possibilidade de melhorar a carreira ou a facilidade de conciliar a vida profissional e familiar tende a fixar a pessoa na organização, e a oferecer todo o seu potencial no local de trabalho.

9 dicas para implementar o salário emocional

  • Horário de trabalho flexível

O dia de trabalho de 8 horas deve ser respeitado. No entanto, a hora de chegada e saída do trabalho pode ser flexível e nem sempre tem de ter lugar no escritório. Neste momento, todos os empregadores devem estar conscientes de que cumprir um calendário rigoroso não é sinónimo de produtividade.

  • Teletrabalho

As novas gerações de profissionais estão a optar por empregos que incentivam o teletrabalho ou o trabalho a partir de casa. As novas tecnologias e a especialização das pessoas permitem o teletrabalho para aumentar a produtividade e melhorar o equilíbrio trabalho-vida pessoal. As empresas que encaram este contexto como a sua nova realidade adaptaram-se e criaram novas rotinas de gestão e acompanhamento das equipas por forma a promover a ligação e o engagement com a marca. As que ainda resistem vão encontrar muitas dificuldades no recrutamento e na retenção de talentos.

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  • Desenvolvimento profissional e pessoal

Incentivar o desenvolvimento dos funcionários, tanto a nível profissional como pessoal, irá potenciar a lealdade, ou seja: a retenção das suas pessoas. Se a empresa atrai talento, vai querer desejar que a pessoa continue a desenvolver o seu projeto profissional e a melhorar os seus contributos. Os profissionais ganham não só novas competências e serão, também, mais produtivos.

  • Possibilidade de crescer na empresa

Juntar-se a uma equipa na qual se sabe à partida que, com o tempo e a aquisição de melhores competências, optará por um trabalho melhor, fará com que um profissional se sinta muito mais motivado. Além disso, saberá que os seus esforços serão recompensados, sentir-se-á mais estável e com vontade de melhorar dia após dia.

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  • Ambiente de trabalho sem toxicidade

Ninguém gosta de trabalhar num ambiente hostil. Um ambiente de trabalho sem conflitos, onde poderá partilhar opiniões e sugestões, onde o feedback positivo é a norma, potencia a lealdade de um profissional à empresa. O trabalho de equipa deve ser encorajado e deve ser desenvolvida uma cultura de empresa em que cada funcionário conheça o seu valor.

  • Conciliar vida profissional e familiar

Neste aspeto, as empresas têm muitas opções para promover um bom equilíbrio trabalho-vida. Horário de trabalho flexível, dias de folga para tratar de assuntos pessoais, acolhimento de crianças dentro da empresa... Ao candidatar-se a um novo emprego, o salário emocional que vem com o emprego será um adicional com muito peso para reter a pessoa. A qualidade de vida que uma pessoa pode vivenciar numa organização pode ter precedência na aceitação de uma oferta depois da atração com o salário financeiro.

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  • Fazer parte das decisões empresariais

Qualquer empregador que tenha em conta a opinião das suas pessoas fá-los-á sentir-se parte dela, conscientes de que são fundamentais para o desenvolvimento da empresa. Caso contrário, o mais provável é o profissional sentir-se desvalorizado e com necessidade de procurar outro emprego onde o talento seja mais valorizado.

  • Ofertas para ‘desligar’ do trabalho

Uma empresa que possa dispor de lounges, salas de jogos ou um ginásio é deveras atrativa. A possibilidade de desligar durante alguns minutos durante o dia de trabalho beneficia a melhoria do desempenho das suas pessoas.

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  • Garantir o bem-estar e saúde mental das pessoas

A organização deve compreender a carga de trabalho exigida aos seus colaboradores e se é viável a sua execução. Deve ainda refletir sobre a clareza na comunicação entre as pessoas e o quanto os colaboradores realmente entendem o que é esperado de si. É essencial perceber se há um alinhamento real entre a teoria e a prática dos valores da empresa no terreno. Em relação a aspetos culturais mais profundos, é importante diagnosticar o nível de segurança psicológica entre as equipas e instrumentalizar os líderes para que possam promover ambientes mais seguros e saudáveis, além de estimular uma identidade partilhada no grupo.

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